Suspensão de evacuação em Aleppo abre caminho para paz na Síria, diz Rússia

Moscou, 16 dez (EFE).- O Ministério da Defesa da Rússia considera que o fim da operação de retirada de combatentes e civis de Aleppo abre o caminho para fim do conflito na Síria.

"Consideramos que com a saída dos grupos armados de Aleppo e o fim da operação de retirada criaram-se todas as condições para o fim pacífico do conflito na Síria", afirmou o porta-voz militar russo, o general Sergei Rudski, em entrevista coletiva.

Rudski disse que a Rússia conseguiu separar aos terroristas da Frente al Nusra da oposição armada no leste de Aleppo sem a ajuda dos Estados Unidos, e destacou que quase 3,5 mil combatentes entregaram suas armas, sendo a maioria anistiados.

O porta-voz também deu por encerrada a evacuação dos combatentes e suas famílias, aproximadamente dez mil pessoas, metade delas homens armados e feridos em combate.

Além disso, outros sete mil civis do leste de Aleppo já conseguiram retornar a suas casas graças ao trabalho de remoção de minas dos soldados russos, segundo a imprensa local.

Rudski disse ser mentira que durante a operação de evacuação na cidade houve massacres maciços pelas mãos das tropas leais ao regime do presidente sírio, Bashar al Assad, e também negou que um dos 15 comboios tenha sido obrigado a retornar à cidade, como denunciaram alguns veículos de imprensa ocidentais.

Enquanto isso, fontes russas informaram que na cidade foram encontradas provas das várias "atrocidades" cometidas durante os últimos meses pelos terroristas contra os civis que queriam fugir do cerco.

Rudski lamentou que apenas russos e sírios estejam fornecendo ajuda humanitária aos habitantes de Aleppo e que as potências ocidentais e as organizações internacionais não façam nada para aliviar o sofrimento dos sírios.

O porta-voz denunciou que os militares sírios encontraram armazéns com mantimentos de procedência estrangeira dos quais se abasteciam "apenas os terroristas e suas famílias, enquanto a população de Aleppo sofria de inanição".

O general russo destacou que nos últimos meses o governo de Damasco fez várias concessões para restaurar a paz na Síria, como é o caso da anistia e a retirada de milhares de homens armados.

O presidente russo, Vladimir Putin, que está de visita a Tóquio, afirmou que concordou com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em convocar uma rodada de negociações de paz em Astana, capital do Cazaquistão.

Para isso, Putin disse que Moscou e Ancara estão em negociação com a oposição armada síria para de conseguir o mais rápido possível um cessar-fogo em todo o país.

O presidente russo, considerado o principal aliado de Assad, explicou que, caso sua iniciativa de paz prospere, a rodada de negociações de Astana não substituiria as conversas de Genebra entre o regime e a oposição, suspensas desde abril.

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