Cuba festejará fim de ano com "moderação" devido à morte de Fidel

Havana, 17 dez (EFE).- Os cubanos poderão se despedir de 2016 com os já habituais festejos públicos, afirmou neste sábado a imprensa oficial do país, que também pediram "moderação" pelos "sentimentos que ainda se amontoam" devido à morte de Fidel Castro, no dia 25 de novembro aos 90 anos.

As capas dos jornais estatais "Granma" e "Juventud Rebelde" publicaram neste sábado dois editoriais que se referem ao "orgulho de ser cubano" e informam que o 58º aniversário do triunfo da Revolução Cubana será lembrado em 1º de janeiro com "júbilo, otimismo e confiança no futuro da Pátria".

Os artigos são publicados em meio a rumores sobre uma possível extensão do luto mantido em todo o país por nove dias após a morte do ex-presidente, nos quais os cidadãos foram aconselhados a não ouvirem música alta e que contaram com o estabelecimento de uma "lei seca".

"Não faltarão atividades festivas nos centros recreativos, que serão mantidos como de costume, assim como as organizadas em áreas públicas", afirma o "Granma", órgão do governante Partido Comunista de Cuba (PCC, único).

O editorial do jornal fala das "milhares de razões" para celebrar "58 anos de vitórias" em um fim de ano "com novas expectativas e metas de trabalho, com feiras populares e agropecuárias, assim como o reforço da rede gastronômica e outros serviços em todas as províncias do país".

"Fidel, esse coração palpitante que nos conduz sempre à superação dos obstáculos, a enfrentar os desafios e alcançar novas conquistas, é também uma razão para celebrar com júbilo e otimismo a obra imensa que criamos todos juntos", diz o texto.

O "Juventud Rebelde", o jornal dos jovens comunistas de Cuba, afirmou que este festejo "não será tão igual aos de outros anos".

"Há sentimentos que ainda se amontoam e requerem moderação. Continuamos profundamente abalados pela irreparável perda física do comandante-em-chefe, de nosso Fidel - é uma comoção que o tempo não poderá curar -, mas também devemos nos sentir reconfortados, estimulados pelos dias vividos", afirma o editorial.

Ambos os jornais lembraram que no dia 2 de janeiro será realizada a revista militar e a marcha popular pelos 60 anos das Forças Armadas na emblemática Praça da Revolução de Havana, que deveria ter ocorrido no dia 2 de dezembro e foi adiada pelas honras fúnebres.

No dia 30 de novembro, os restos mortais do líder saíram de Havana com destino a Santiago de Cuba, onde chegaram em 4 de dezembro, seguindo o percurso inverso da "Caravana da Liberdade", liderada por Fidel para comemorar a vitória da revolução.

A imprensa oficial cubana confirmou será feito mais uma vez este itinerário e que se lembrará a entrada de Fidel em Havana, no dia 8 de janeiro de 1959.

Mídias independentes do país, como o site "14ymedio", haviam dito que os cubanos não poderiam festejar como de costume o fim de ano e a chegada de 2017 porque as autoridades orientaram que não era tempo para celebrar.

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