Intensos combates em Benghazi deixam ao menos 7 mortos

Trípoli, 17 dez (EFE).- Ao menos sete pessoas morreram neste sábado, cinco delas milicianos das tropas lideradas pelo marechal Khalifa Hafter, homem forte do leste da Líbia, no bairro de Ganfuda, no coração de Benghazi, palco de confrontos nas últimas semanas.

Fontes de segurança informaram à Agência Efe que outras duas pessoas, que não foram identificadas, também morreram após um bombardeio de Hafter sobre um edifício. Outras três pessoas, um homem, uma mulher e uma criança, ficaram feridos no ataque.

Mais de 170 famílias vivem cercadas em Ganfuda, conhecido como a "Aleppo da Líbia". Elas estão sem luz, água, alimentos frescos e convivem com bombardeios contínuos há mais de três meses.

Nos últimos dias, as tropas de Hafter, que são apoiadas pelo Egito e pela Rússia, abriram um corredor humanitário para a saída de civis, mas apenas algumas famílias optaram por deixar a região.

Isso ocorreu porque o marechal, antigo membro da cúpula que colocou Muammar Kadafi no poder e depois transformado no principal opositor do ditador no exílio, só garante imunidade aos menores de 15 anos e maiores de 65.

Fontes das milícias islamitas que defendem Benghazi informaram sobre a morte de cinco combatentes de Hafter em diferentes confrontos travados ao longo do sábado no coração da cidade.

Dois deles morreram após disparos de franco-atiradores dos grupos "Zaura Benghazi" e "Majlis al Shura", antigas aliadas do governo rebelde em Trípoli, que também foi deposto do poder.

Médicos assinalaram, por sua vez, que já são 15 mortos entre os soldados das forças do leste, leais ao governo de Tobruk, nas últimas 48 horas em Benghazi, cidade que sofre forte assédio das tropas de Hafter desde maio de 2014.

O marechal, que foi recrutado pela CIA em 1998 e conta com o apoio de membros da inteligência dos Estados Unidos e da França, pediu que seus homens se preparem para a ampliação da frente de batalha e já pensa na "libertação de Trípoli".

Lá estão instalados o antigo governo rebelde islamita e o Executivo de união nacional designado pela ONU em abril, que Hafter não reconhece e considera sem legitimidade.

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