Conselho de Segurança votará amanhã texto sobre evacuação de Aleppo

Nações Unidas, 18 dez (EFE).- O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) votará nesta segunda-feira uma resolução sobre as evacuações da cidade síria de Aleppo, depois de 15 membros negociarem um texto de compromisso hoje.

"Encontramos pontos comuns para um projeto de resolução baseado no texto francês", disse aos jornalistas o embaixador da França nas Nações Unidas, François Delattre, ao término de uma reunião de mais de três horas com seus colegas.

A França tinha proposto um projeto para que funcionários da ONU pudessem coordenar e supervisionar as evacuações de Aleppo, um documento que seria votado hoje, mas que foi embargado pela Rússia, que não aceitava alguns aspectos.

A oposição da Rússia, que tem poder de veto no Conselho, garantia o fracasso da iniciativa se o texto fosse submetido a voto. Assim, depois que o embaixador russo perante Nações Unidas, Vitaly Churkin, deixou claro hoje que seu país não aceitaria o texto francês, os membros do Conselho de Segurança começaram a negociar modificações para chegar a um consenso.

Assim, com uma proposta alternativa russa sobre a mesa, os 15 países fecharam um compromisso que deve ser adotado amanhã em reunião a partir das 9h (horário local, meio-dia em Brasília), segundo fontes diplomáticas.

O texto original da França propunha que membros da ONU que já estivesse na Síria se encarregassem de coordenar as evacuações, a fim de garantir que o processo aconteça de forma adequada e sem abusos. A Rússia, por outro lado, defendia que "a ideia de colocar imediatamente funcionários da ONU sem preparo no leste de Aleppo poderia causar um desastre", já que ainda há combates na região e podem existir terroristas.

Churkin advertiu hoje que qualquer plano tem que contar com o sinal verde de todas as partes, especialmente do regime sírio.

Nos últimos dias, milhares de pessoas foram retiradas da cidade que fora reduto opositor, reconquistado quase totalmente pelas forças pró-governo. O processo foi interrompido primeiro na sexta-feira e depois hoje quando um ônibus que ia pegar civis de duas localidades xiitas - como parte de um acordo entre as partes em conflito - foi incendiado. O motorista de um dos veículos do comboio morreu.

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