Retirada de civis de Aleppo segue condicionada à saída de xiitas de 2 áreas

Cairo, 18 dez (EFE).- A retirada de civis que seguem no leste de Aleppo, último reduto dos rebeldes na segunda principal cidade da Síria, segue paralisada devido às condições impostas pela Frente da Conquista do Levante (antiga filial da Al Qaeda no país), que também deseja a saída de xiitas das localidades de Fua e Kefraya.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, os ônibus esperam do lado de fora de ambas as áreas, situadas no nordeste da província de Idlib e assediadas pelo grupo jihadista. Os veículos esperam a mais de quatro horas para poder retirar os xiitas.

Rússia, Turquia e Irã firmaram um acordo que, segundo indicaram à Agência Efe fontes de grupos rebeldes, contempla a saída de civis de Fua e Kefraya, regiões de maioria xiita controladas pelo regime do presidente da Síria, Bashar al Assad, e também de Al Zabadani e Madaya, ao noroeste de Damasco, sob poder dos insurgentes.

Os ônibus deveriam levar os doentes, feridos e outros civis de Fua e Kefraya. Segundo o Observatório, a longa espera para deixar as duas localidades está gerando pânico entre os moradores, que começam a temer que os veículos sejam alvos de ataques da Frente da Conquista do Levante, a antiga Frente al Nusra.

A inclusão de Fua e Kefraya no acordo para a retirada de civis de Aleppo foi desde o início uma das condições impostas pelo Irã, de maioria xiita, e aliado de Al Assad.

Cerca de 50 ônibus, dos 126 previstos, partiram ontem de Aleppo em direção a Fua e Kefraya para retirar cerca de 4 mil pessoas.

O Observatório acrescentou que, enquanto isso, milhares de pessoas dos bairros do leste de Aleppo esperam sua vez de sair da cidade. Segundo a ONG, a situação humanitária é "miserável" devido à falta de calefação, alimentos e tratamento médico. O frio que atinge a Síria ainda piora a situação dos moradores da cidade.

A situação é especialmente grave no bairro de Al Sukari, de acordo com o Observatório. Várias pessoas se concentram nas ruas em meio às baixas temperaturas e às circunstâncias difíceis.

Entre quinta e sexta-feira, nove comboios levaram 8.500 pessoas, entre 3 mil combatentes das regiões controladas por facções rebeldes, para fora de Aleppo.

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