Colômbia chama embaixador venezuelano para mostrar inconformismo com Maduro

Bogotá, 19 dez (EFE).- O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia citou o embaixador da Venezuela em Bogotá para expressar seu "inconformismo" pelas acusações do presidente Nicolás Maduro, que afirmou que na cidade de Cúcuta atuam "máfias" que atentam contra a moeda venezuelana, informaram nesta segunda-feira fontes oficiais.

Maduro disse no início do mês que "máfias" colombianas que operam desde Cúcuta, a capital do departamento do Norte de Santander, fronteiriço com a Venezuela, atentam contra a moeda venezuelana e que estavam atrás de um "golpe de Estado econômico".

Neste sentido, a Chancelaria indicou em comunicado que a "situação econômica" vivida na Venezuela "não é gerada" na Colômbia.

Além disso, a pasta ressaltou sua vontade de estabelecer um mecanismo técnico "que assegure que os proprietários de bolívares, que agindo de boa fé, possam ingressar no sistema financeiro venezuelano os bilhetes de 100 bolívares produto de sua atividade de comercial legal".

Maduro decidiu no sábado prorrogar a vigência do bilhete de 100 bolívares (equivalente a 15 centavos de dólar), que foi retirado de circulação há mais de uma semana, e ordenou o fechamento da fronteira da Venezuela com o Brasil e Colômbia até 2 de janeiro.

A decisão de fechar a fronteira, que devia ser concluída no domingo, foi tomada para evitar que os bilhetes de 100 bolívares, que segundo disse tinham sido tirados do país por grupos ilegais, voltassem a circular.

Por isso, a Chancelaria colombiana disse que "diante da estigmatização por parte das autoridades venezuelanas", o governo rejeita "enfaticamente tais qualificativs".

"Os comerciantes da cidade de Cúcuta foram que mais ajudaram os milhares de venezuelanos que vieram ao país na busca de alimentos e remédios nos últimos meses", acrescentou o comunicado.

Além disso, a Colômbia "desenvolve e estimula um sistema econômico de legalidade".

No caso concreto da fronteira, a Chancelaria detalhou que as atividades econômicas "tradicionais e legais facilitaram a aquisição de bens e serviços básicos que igualmente beneficiam os mais de seis milhões de venezuelanos que entraram " na Colômbia desde 13 de agosto de 2016.

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