Mais de 14 mil pessoas foram retiradas do leste de Aleppo, diz OSDH

Beirute, 19 dez (EFE).- Mais de 14 mil pessoas foram retiradas desde a última quinta-feira dos bairros sitiados do leste de Aleppo, no norte da Síria, onde há presença de rebeldes e que estão cercados pelo exército sírio, segundo a apuração divulgada nesta segunda-feira pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Dentro desse número, há pelo menos 4 mil combatentes opositores, detalhou o OSDH.

Hoje, pelo menos 5.500 pessoas, entre insurgentes e civis, saíram em ônibus dos distritos sitiados em direção a regiões controladas pelos rebeldes no oeste e no sul da província de Aleppo.

Os veículos passam da área sitiada da metade oriental de Aleppo para localidades controladas pelas autoridades sírias, através do corredor de Ameriya-Al Ramusa.

Dali, os ônibus se dirigem ao distrito de Al Rashidin, que fica cerca de cinco quilômetros a oeste de Aleppo. A partir deste ponto, os veículos saem rumo a distintas partes controladas pelos rebeldes na província.

A retirada de civis e combatentes das áreas sitiadas em Aleppo começou na quinta-feira, mas foi suspensa no dia seguinte em meio às acusações entre as partes.

Há dois dias, um novo pacto foi firmado, que incluía a retirada de pessoas de Fua e Kefraya em troca do reatamento do processo em Aleppo, uma exigência que, desde o princípio, havia sido feita pelo Irã.

A operação seria retomada ontem, mas voltou a ficar paralisada após a queima de ônibus que transportariam as pessoas de Fua e Kefraya por parte da facção radical Jund al Aqsa, vinculada à Frente da Conquista do Levante (antiga Frente al Nusra, ex-braço sírio da Al Qaeda), segundo acusações de um motorista dos veículos.

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