Argentina pede a UE que "não perca o trem" das negociações com Mercosul

Madri, 20 dez (EFE).- A ministra de Relações Exteriores da Argentina, Susana Malcorra, pediu nesta terça-feira à União Europeia que "não perca o trem" de um acordo com Mercosul porque perderia uma "oportunidade", já que há outros países muito interessados na região.

Susana, que liderou nesta terça-feira um café da manhã informativo em Madri, afirmou que para a Europa, apostar pelo avanço da cooperação entre ambos os blocos é "inteligente por razões estratégicas", já que há "muitos jogadores interessados pela região", entre eles China, Japão, Coreia e os países do Golfo Pérsico.

As negociações para chegar a um acordo entre a UE e Mercosul foram relançadas nos últimos meses, depois de ficarem anos parada. O Mercosul, organização criada em 1991, é integrada pela Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, após a suspensão da Venezuela, que aderiu em 2012.

A ministra afirmou que a Argentina, como presidente da organização, tem o mandato de imprimir às negociações uma visão "mais política", e lembrou que no mundo há uma tendência a se fechar-se, apesar de a Europa não aderir a esse movimento. Neste sentido, fez um pedido aos líderes políticos para que intermedeiem entre as pressões do curto prazo e o que convém a longo prazo. Também se mostrou partidária da integração entre Mercosul e a Aliança do Pacifico (formada por Colômbia, Chile, México e Peru) já que em sua opinião, "há um espaço para a cooperação".

"Queremos ser motor dessa integração com a Argentina como eixo fundamental", afirmou a ministra.

A política argentina, no cargo desde que em dezembro do ano passado assumiu a presidência Mauricio Macri, considerou que não é contraditória uma perspectiva bi-oceânica entre o Atlântico e o Pacífico, mas o considera um símbolo de integração. Susana apostou por "fazer mais" na projeção do Mercosul rumo ao mundo e, nesse sentido situou a aproximação à Aliança do Pacífico.

"Temos que nos integrar para nos projetarmos de maneira suficiente no mundo", disse a ministra, que lembrou que os dois blocos constituem um mercado para 300 milhões de habitantes.

Durante o café da manhã, com a presença de políticos, diplomatas e empresários, a ministra também mostrou as oportunidades de investimento na Argentina, entre elas um plano de infraestruturas avaliado em US$ 100 bilhões para os próximos quatro anos.

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