Mercados fechados, luto e segurança reforçada um dia após atentado de Berlim

Juan Palop.

Berlim, 20 dez (EFE).- Berlim acordou nesta terça-feira comovida pelo ataque terrorista no qual um caminhão atropelou dezenas de pessoas e matou 12 em um mercado de rua, a cinco dias da véspera de Natal.

A capital alemã passou o dia com seus mercados fechados, bandeiras a meio mastro, muitos policiais nas ruas e várias homenagens às vítimas, entre as quais já foram identificados seis alemães.

Também há um total de 25 feridos que permanecem internados, 14 deles em estado grave, das 48 pessoas que foram levados a hospitais após o ataque.

Com flores, velas e mensagens, centenas de pessoas, inclusive a chanceler, Angela Merkel, participaram de culto ecumênico na emblemática igreja Gedächtniskirche, bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial, em torno da qual se estende o mercado que foi alvo do ataque

Muitas pessoas entraram no templo para deixar por escrito seus pensamentos em um livro de condolências aberto peloo prefeito-governador de Berlim, Michael Müller.

Merkel, acompanhada de seus ministros das Relações Exteriores e Interior, Frank-Walter Steinmeier e Thomas de Maizière, depositou uma flor branca em frente à igreja, assinou no livro e falou com vários responsáveis do serviço de emergência.

O local passou o dia fortemente vigiado por membros das forças de segurança, que trabalharam colhendo provas e retirando o caminhão.

Os agentes isolaram o mercado, hoje vazio, fechado, e com as marcas da destruição provocadas pela passagem do caminhão.

Tanto este como todos os demais mercados natalinos da capital alemã permaneceram fechados em sinal de luto, mas os responsáveis de Interior dos 16 estados federados alemães concordaram que esses comércios tradicionais devem continuar abertos, como previsto.

Também ficou combinado que as medidas de segurança a serem tomadas serão decididas por cada um dos estados, especialmente em Berlim, onde mais agentes foram desdobrados nas principais estações de trem e nos dois aeroportos, assim como nos estádios onde serão disputados os jogos da 16ª rodada do Campeonato Alemão.

Merkel expressou sua comoção, tristeza e indignação pelo ocorrido e disse que, se for confirmado que o ataque foi cometido por alguém "que chegou ao país em busca de refúgio", seria "especialmente repugnante", mas ressaltou que é importante para a Alemanha não viver "paralisada pelo medo diante do mal".

O presidente alemão, Joachim Gauck, reivindicou uma sociedade aberta, pacífica e livre, baseada no "direito" e na "humanidade", contra o "ataque à liberdade" e ao modo de vida ocidental.

"Agora estamos comovidos, mas nossas convicções não devem ficar comovidas", afirmou Gauck.

A polícia informou que as seis primeiras vítimas são de nacionalidade alemã, informou o presidente do Escritório Federal de Investigação Criminal (BKA), Holger Münch.

Münch adiantou em entrevista coletiva este primeiro balanço, enquanto continuam os trabalhos de identificação dos demais corpos.

Por sua vez, o fiscal federal alemão, Peter Frank, contou que todos os indícios apontam para um atentado terrorista cometido por alguém ou um grupo, do qual não faz parte o único detido.

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