Rússia, Turquia e Irã aprovam declaração para processo de paz na Síria

Moscou, 20 dez (EFE).- Rússia, Turquia e o Irã aprovaram nesta terça-feira uma declaração para "reanimar" o processo de paz na Síria, para o qual os países se propõem separar as milícias opositoras ao regime de Bashar al Assad dos grupos jihadistas.

"Pactuamos uma declaração conjunta com medidas destinadas a relançar o processo político para pôr fim ao conflito sírio", disse o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.

Além disso, os três países se propuseram a elaborar um acordo de paz entre Damasco e a oposição armada e se colocaram à disposição para serem fiadores de seu cumprimento.

"Um autêntico acordo ajudará a dar um novo impulso para o reatamento do processo político na Síria em consonância com a resolução 2254 do Conselho de Segurança da ONU", disse Lavrov.

O ministro russo destacou que os três países confirmaram sua "firme vontade" de combater em conjunto o Estado Islâmico e a Frente al Nusra, e ressaltou que a declaração reforça "o respeito à soberania, independência, unidade e integridade territorial da República Árabe da Síria".

Segundo o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlüt Çavusoglu, a reunião de hoje em Moscou abordou também a possibilidade de garantir a evacuação completa da cidade de Aleppo e de estender o cessar-fogo a todo o território sírio.

"Agora está terminando a evacuação. Esperamos que seja questão de um ou dois dias, no máximo", acrescentou Çavusoglu.

Por sua vez, o ministro russo considerou que o formato trilateral é o mais eficaz para resolver o conflito sírio e lamentou que os Estados Unidos não confirmem com fatos sua vontade de encontrar uma saída para a crise no país árabe.

Apesar do assassinato de seu embaixador na Turquia, a Rússia decidiu prosseguir com as consultas a três com os ministros das Relações Exteriores e da Defesa de Turquia e Irã.

O Kremlin garantiu que a morte do embaixador Andrey Karlov pelas mãos de um policial turco não afetará os atuais esforços diplomáticos para conseguir a solução do conflito.

O presidente russo, Vladimir Putin, propôs na semana passada realizar negociações sírias em Astana, capital do Cazaquistão, a fim de relançar o processo de paz, cuja última rodada de reuniões aconteceu em abril em Genebra.

"O crime é, sem dúvida, uma provocação para impedir a normalização das relações russo-turcas e conturbar o processo de paz na Síria", disse Putin.

O líder russo lembrou que as negociações de paz são apoiadas "ativamente pela Rússia, Turquia, Irã e outros países interessados no fim do conflito sírio".

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