Testemunha fala sobre momentos que sucederam suposto ataque em Berlim

Juan Palop.

Berlim, 19 dez (EFE).- Uma jovem espanhola, acompanhada de seu filho, de 8 anos, testemunhou o suposto atentado que deixou pelo menos 12 mortos e mais de 40 feridos, após serem atropeladas por um caminhão em uma feira natalina em Berlim, na Alemanha.

Pelo menos 12 pessoas morreram e mais de 40 ficaram feridas após um caminhão atropelar as vítimas que estavam em uma feira natalina, uma área comercial da cidade, onde centenas de pessoas faziam compras.

A poucos metros de onde o caminhão parou, Paloma, uma madrilena de 24 anos, e seu filho, que tinham decidido, em seu primeiro natal em Berlim, ir comer um churros no mercado de rua, aos pés de Gedachtniskirche, uma das referências turísticas da capital.

"Ficamos cerca de seis metros de onde o caminhão parou. Nós compramos algo para comer e sentamos em um lugar um pouco afastado, nas escadas da igreja, por ser mais calmo", disse à Agência Efe.

Inicialmente, Paloma não conseguiu identificar o que estava acontecendo. Em seguida, conforme começava a ser evidente a tragédia que tinha acontecido há pouco tempo, começaram as cenas de pânico: os visitantes começaram a fugir apavorados do caminhão e do mercado de rua.

"Todo mundo, em seguida, começou a correr. Eu peguei meu filho para que não fosse arrastado. Ficamos parados, pois nos momentos de pânico em massa o pior é sair correndo", afirmou Paloma, com uma surpreendente tranquilidade.

Então, ela levou seu filho para um canto e depois se aproximou para tentar ajudar no socorro.

"Havia duas pessoas debaixo do caminhão", lembrando de dois dos mortos no acidente, "outra pessoa com as duas pernas destroçadas" e pelo menos outra "inconsciente" ao seu lado.

Outros visitantes do mercado de rua estavam sendo transferidas em macas improvisadas feitas com tábuas de madeira e dois policiais coordenavam os voluntários até as chegadas das equipes de emergência.

Paloma atendeu um senhor com o braço machucado, e outro com sangramento na cabeça e a uma senhora que, ao cair, torceu o punho.

"Não quis chegar nos feridos mais graves, pois não tenho conhecimento dos primeiros socorros", afirmou a jovem, considerando que o trabalho dos serviços de emergência foi "muito, muito rápido".

Apenas quando começaram a chegar as primeiras equipes de bombeiros e ambulâncias, Paloma e seu filho foram para casa, na mesma região do incidente. Ela afirmou que o garoto começou a chorar quando deixaram o mercado de rua.

Ambulâncias e caminhões de bombeiros passavam pelo mercado de rua, atendendo os feridos, levando os mais graves para o Centro Universitário Charité, que virou um gabinete de crise.

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