Turquia promete encontrar responsáveis pelo assassinato de embaixador russo

Moscou, 20 dez (EFE).- O ministro da Defesa da Turquia, Fikri Isik, prometeu nesta terça-feira a seu colega russo, Sergei Lavrov, que irá encontrar os responsáveis pelo assassinato em Ancara do embaixador russo, Andrei Karlov.

"Independentemente de quem estiver por trás do atentado, descobriremos. Com toda segurança, os encontraremos", disse Isik, que foi citado por veículos de imprensa locais.

Isik, que viajou para Moscou para se reunir com seus colegas russo e iraniano sobre a Síria, garantiu que Ancara vai compartilhar com Moscou todas as informações sobre as circunstâncias do assassinato.

O chefe da diplomacia turca disse que o diplomata Karlov, que foi baleado por um policial turco no centro de Ancara, era bem conhecido em seu país.

Por enquanto, as forças de segurança turcas prenderam várias pessoas, entre elas o pai, a mãe e a irmã do suposto assassino, o policial Mevlüt Mert Altintas, de 22 anos e que atuava há dois anos e meio nas forças antidistúrbios.

Segundo veículos de imprensa turcos, a Polícia investiga o vínculo entre o assassino e a organização do clérigo muçulmano Fethullah Gülen, a quem Ancara acusa de estar por trás da tentativa de golpe de julho deste ano.

Diplomata de carreira, Karlov exercia o cargo de embaixador na capital turca desde 2013. Antes, ele liderou a embaixada russa na Coreia do Norte (2001-2006).

De acordo com os veículos de imprensa locais, Karlov é o primeiro embaixador russo a ser assassinado no exterior em quase um século.

O presidente russo, Vladimir Putin, garantiu na segunda-feira à noite que "o crime é, sem dúvidas, uma provocação destinada a acabar com a normalização das relações russo-turcas e a atrapalhar o processo de paz na Síria".

"A resposta ao assassinato do embaixador russo na Turquia será o reforço da luta contra o terrorismo. E os criminosos vão sentir na própria carne", advertiu.

Karlov, que não estava acompanhado por seguranças, foi baleado pelo jovem policial quando discursava na inauguração de uma exposição de fotografia no centro da capital turca.

Nas imagens cedidas pela televisão turca, é possível ver o momento exato no qual o diplomata russo é atingido à queima-roupa pelas costas e cai no chão desacordado, enquanto o atirador grita "Não se esqueçam de Aleppo e da Síria".

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