Único detido após atentado em Berlim é solto por falta de provas

Berlim, 20 dez (EFE).- A Procuradoria Federal da Alemanha informou nesta terça-feira que o único suspeito detido após o atentado mortal cometido ontem em Berlim, um solicitante de asilo de nacionalidade paquistanesa, foi colocado em liberdade.

A Procuradoria tinha até a meia-noite para enviar à prisão o detido, que foi capturado ontem à noite depois que um caminhão avançou contra a multidão que estava em um mercado de rua natalino, mas já tinha advertido que não contava com provas incriminatórias suficientes e que teria que deixá-lo em liberdade.

"Os resultados das investigações realizadas até o momento indicam que não há suspeitas fundamentadas contra o acusado", manifestou o órgão em comunicado.

O homem, um jovem de 23 anos que residia no albergue de refugiados instalado em um dos hangares do antigo aeroporto de Tempelhof, deu muitas informações durante os interrogatórios aos quais foi submetido, mas negou sua participação no atentado.

Testemunhas viram como o motorista do caminhão que atropelou os visitantes do mercado de rua fugira do local, mas, em sua perseguição, houve lacunas, destacou a Procuradoria.

As provas e análises realizadas para comprovar se o detido esteve na cabine do caminhão não deram resultados até agora, acrescentou o órgão judicial para justificar sua libertação.

O jovem paquistanês, que tem passagem na polícia por crimes menores, mas que não consta em nenhuma base de dados de supostos terroristas, foi detido por uma viatura da polícia a cerca de dois quilômetros do local do atentado, junto ao Obelisco da Vitória, situado no parque central de Tiergarten.

O ministro do Interior, Thomas de Maizière, explicou que o suspeito entrou na Alemanha em 31 de dezembro de 2015, após supostamente cruzar a rota dos Bálcãs, e chegou a Berlim em fevereiro.

Na última madrugada, agentes das forças especiais da polícia alemã fizeram buscas no albergue em que o suspeito residia em uma operação que contou com cerca de 250 efetivos, mas não encontraram nada que incriminasse o detido.

Em declaração institucional, a chanceler alemã, Angela Merkel, questionada por sua política de acolhimento de refugiados, tinha reconhecido que seria "especialmente repugnante" se fosse confirmado que o autor do atentado no qual morreram 12 pessoas era alguém que tinha solicitado asilo na Alemanha.

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