Polícia alemã procura tunisiano pelo atentado de Berlim

Berlim, 21 dez (EFE).- A Polícia alemã está buscando um tunisiano que possivelmente tem relação com o atentado de segunda-feira em Berlim, no qual um caminhão matou 12 pessoas em um mercado de rua natalino, informou nesta quarta-feira a revista "Der Spiegel" em sua edição online.

Trata-se de Anis A., nascido em 1992, e seu nome apareceu em um documento achado na cabine do caminhão, um certificado alemão pelo que permite a permanência de um estrangeiro no país apesar não ter obtido asilo.

Segundo o jornal "Süddeutsche Zeitung" e as emissoras "NDR" e "WDR", o homem estava desaparecido desde setembro e era qualificado como perigoso nas bases de dados das forças de segurança.

Fontes da investigação citadas por estes veículos de imprensa lhe atribuem contatos com a rede de um islamita detido recentemente na Alemanha, Abu Walaa.

O documento achado na cabine do caminhão foi expedido no distrito de Kleve do estado federado da Renânia do Norte-Vestfália (oeste do país), segundo o "Allgemeine Zeitung" de Mainz, que afirma que o suspeito tinha documentos com diferentes nomes e datas de nascimento.

O Escritório Federal de Investigação Criminal (BKA), que anunciou para as 13h local (9h, em Brasília) uma nova entrevista coletiva, assume que o homem conta com até quatro nomes diferentes.

De forma paralela, as forças de segurança alemãs detiveram hoje várias pessoas relacionadas ao ataque reivindicado ontem pelo Estado Islâmico (EI), embora a polícia acredite que nenhuma seja o agressor, informou o "Allgemeine Zeitung" e a rádio pública de "Hesse".

Por sua vez, a rádio pública regional da Baviera informou, de forma coincidente, que as forças de segurança estão investigando pessoas em "círculos salafistas" do oeste da Alemanha, onde se encontra situado o estado federado da Renânia do Norte-Vestfália.

Além disso, a rádio pública regional de Berlim "Rbb" indicou que a polícia acredita que o agressor tenha ficado ferido durante uma briga que aconteceu na cabine do caminhão entre ele e o motorista polonês, quem morreu com um tiro após o ataque.

Os investigadores acharam restos de DNA na cabine do caminhão que aponta nesta direção e as forças de segurança estão em contato há horas com hospitais de Berlim e Brandemburgo, o estado federado que rodeia a capital, na busca de suspeitos.

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