Afeganistão pede aos EUA que negue asilo político à primeira piloto do país

Cabul, 25 dez (EFE).- O governo afegão pediu neste domingo às autoridades americanas que rejeitem o pedido de asilo feito pela primeira mulher piloto das forças armadas da república islâmica, que pediu para permanecer nos Estados Unidos porque sente que sua segurança se encontra ameaçada em seu país.

"Os EUA deveriam rejeitar o caso dela", disse à Agência Efe o porta-voz do Ministério da Defesa afegão, Muhammad Radmanish, que acrescentou que as autoridades do país atuarão legalmente contra a jovem piloto Nelofar Rahmani caso ela não retorne voluntariamente a seu posto de trabalho nos próximos 20 dias.

Caso a volta não aconteça nesse período, segundo o porta-voz, o Afeganistão espera que Nelofar seja deportada pelos EUA. "O pedido de asilo representa um grave crime e uma vergonha para um oficial enquanto as forças de segurança trabalham dia e noite para a defesa do país", denunciou Radmanish.

A piloto ganhou em 2015 um prêmio internacional pelo valor da mulher e foi aos EUA para receber 15 meses de treinamento das forças aéreas americanos. O porta-voz acredita que o pedido será condenado pelos afegãos e considerou que os argumentos de Nelofar são apenas desculpas.

"Vamos em direção à paz e à estabilidade, mas se cada um abandona o país sob essas desculpas, não será possível", destacou o funcionário do Ministério da Defesa, que, no entanto, admitiu que "mortes, ameaças e guerras" são comuns no Afeganistão, como foi dito pela piloto.

Segundo dados do próprio Ministério, 1.580 mulheres fazem parte das forças armadas afegãs, que contam com um total de 195 mil integrantes.

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