OSCE afirma ter sido vítima de grande ataque cibernético

Viena, 28 dez (EFE).- A Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) confirmou nesta quarta-feira que foi vítima de um grande ataque cibernético contra sua infraestrutura informática.

"No início de novembro, a OSCE se deu conta de um grande incidente de segurança informática, que pôs em perigo sua rede de computadores", declarou hoje à Agência Efe uma porta-voz da organização, com sede em Viena.

A organização regional de segurança, à qual pertencem 57 países de América do Norte, Europa e Ásia Central, confirmou assim uma informação publicada hoje pelo jornal francês "Le Monde".

A publicação parisiense assegura que, de acordo com os dados apresentados por um serviço ocidental de informação, a Rússia poderia estar por trás deste ataque, algo que a própria OSCE não confirmou hoje.

"Como em todos estes casos, não é possível determinar com 100% de certeza a identidade dos responsáveis", se limitou a dizer a porta-voz.

O funcionamento da OSCE, especializada em missões de paz e segurança na Europa e na Ásia Central, não esteve nunca afetado pelo incidente, segundo garantiu a porta-voz.

"A OSCE pôde funcionar, já que a rede de seus computadores não foi interrompida pelo ataque", explicou a porta-voz da organização, à qual pertencem potências como Rússia, Estados Unidos, Alemanha, França e Reino Unido.

Segundo o "Le Monde", o responsável pelo ataque seria o grupo de hackers russos RPT28, o mesmo que supostamente atacou em outubro os servidores do Partido Democrata nos Estados Unidos antes das eleições presidenciais.

A OSCE, cuja presidência rotativa passa este fim de semana da Alemanha à Áustria, é uma organização que tem suas raízes no diálogo entre os blocos enfrentados da Guerra Fria. De fato, é o único fórum internacional, além da ONU, no qual coincidem atualmente Rússia e Ucrânia.

Estes dois países estão enfrentados pelo movimento separatista pró-russo no leste da Ucrânia e pela anexação russa da península ucraniana da Crimeia em 2014.

Centenas de observadores da OSCE se encontram na Ucrânia para supervisionar o frágil cessar-fogo entre as partes enfrentadas.

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