Chega ao fim operação de resgate no local do acidente com avião militar russo

Moscou, 29 dez (EFE).- Os serviços de emergências da Rússia afirmaram nesta quinta-feira que foi concluída a operação de resgate na região do Mar Negro onde no último domingo caiu um avião militar russo Tu-154 com 92 pessoas a bordo, sem que houvesse sobreviventes.

"A fase ativa da busca" de destroços da aeronave acidentada foi "concluída", informou às agências russas um porta-voz do Ministério de Situações de Emergências do país.

Os mergulhadores conseguiram resgatar das águas "os corpos de 20 pessoas e os restos mortais de quase todos os falecidos".

Os últimos dados oficiais, divulgados ontem pelo Ministério da Defesa, falam do resgate de 239 fragmentos de corpos, para cuja identificação será necessário uma análise de DNA, comparando com mostras genéticas de seus familiares.

A busca dos destroços do avião, segundo informou um porta-voz das forças de segurança russas, também também foi concluída depois que "todos os fragmentos principais do Tu-154, incluído todas suas peças e grandes equipamentos, que foram localizados e levados para a superfície".

Por outro lado, cinco dias após a tragédia seguem sem saber as causas do acidente, embora os serviços de resgate tenham conseguido recuperar as três "caixas-pretas" do avião.

Até agora, as únicas informações sobre os primeiros resultados das análises são atribuídos a fontes anônimas e apontam para uma combinação de vários fatores como a causa do acidente.

"Os dados do registrador de parâmetros" técnicos da aeronave no momento do acidente "indicam uma falha no mecanismo que aciona o flap" do avião, explicou ontem à agência "Interfax" uma fonte da investigação.

Ao mesmo tempo, acrescentou, "há motivos para supor que a tripulação de cabine poderia cometer erros na tomada de decisões no instante crítico, o que somada" a falha técnica "poderia provocar o acidente".

A bordo da aeronave, além de seus oito tripulantes, viajavam 64 membros do coro e conjunto de dança Alexandrov do Exército russo, nove jornalistas, oito militares, dois funcionários e a famosa médica Elizaveta Glinka, presidente de uma fundação humanitária.

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