Rússia não descarta hipótese de atentado terrorista em acidente de avião

Moscou, 29 dez (EFE).- As autoridades russas estão trabalhando com sete hipóteses distintas para determinar as causas do acidente envolvendo o avião militar que caiu no domingo no Mar Negro com 92 pessoas a bordo, e uma delas é a de atentado terrorista, revelou nesta quinta-feira o Ministério da Defesa da Rússia.

Embora os dados recolhidos pelas caixas-pretas antes do acidente permitam concluir que não houve explosão a bordo da aeronave, existe a possibilidade de falha mecânica provocada de forma proposital, explicou hoje em entrevista coletiva o chefe de segurança das Forças Aeroespaciais da Rússia, Sergei Bainetov.

"Após uma primeira análise das caixas-pretas, concluímos que não houve explosão a bordo. Mas, além de uma explosão, poderia haver uma ação mecânica de qualquer tipo. Não necessariamente um atentado terrorista deve estar relacionado com uma explosão", disse o militar.

Apesar de tudo, a versão de atentado terrorista não é uma das prioritárias, detalhou Bainetov.

"Cada acidente aéreo tem muitos aspectos. Não se pode falar de uma, nem sequer de duas causas deste fato. As causas se situam tanto no âmbito do fator humano, como nas condições técnicas e nas condições externas", afirmou Bainetov.

No início das investigações sobre as circunstâncias do acidente, a comissão governamental trabalhava com mais de 15 hipóteses para o ocorrido. No entanto, após uma primeira análise das duas caixas-pretas, as possibilidades foram reduzidas para sete, entre elas a de atentado terrorista.

As primeiras conclusões oficiais sobre as causas da tragédia só serão conhecidas dentro de um mês, como anunciaram hoje os integrantes da comissão de investigação. No entanto, autoridades confirmaram que houve um falha técnica instantes antes da queda do avião no mar.

"É óbvio que houve um falha técnica, mas suas causas devem ser esclarecidas pelos especialistas" que trabalham com as caixas-pretas e com os destroços da aeronave recuperados da água, afirmou o ministro dos Transportes da Rússia, Maxim Sokolov.

Bainetov, por sua vez, detalhou que terá que esperar "pelo menos 30 dias" para poder contar com as "conclusões definitivas" sobre as circunstâncias do acidente.

O Tu-154 militar russo caiu nas águas do Mar Negro instantes após decolar do aeroporto da cidade de Sochi, onde fez uma breve escala para reabastecer combustível.

A bordo da aeronave estavam 64 integrantes do grupo Alexandrov, nove jornalistas, oito militares, oito tripulantes, dois funcionários e a renomada médica Elizaveta Glinka, que presidia uma fundação humanitária.

Os artistas militares viajavam à Síria para participarem de uma apresentação de Ano Novo na base área de Khemeimim, em Latakia, no litoral do país árabe, onde a Rússia mantém um grupo de aviões de guerra.

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