Bolívia passa a ser membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU

(Atualiza com declaração do presidente da Bolívia, Evo Morales).

Nações Unidas, 1 jan (EFE).- A Bolívia, a partir deste domingo passa a ser membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), algo que não acontecia desde há mais de 30 anos, com direito a dois anos de mandato.

"No Conselho de Segurança, a Bolívia será a voz dos povos do mundo e lutará por construir um planeta sem invasores, nem invadidos", escreveu no Twitter o presidente boliviano Evo Morales.

O biênio 2017-2018 é o terceiro do país sul-americano no principal órgão de decisão da ONU, já que também fez parte entre 1978 e 1979, além de 1964 e 1965.

A Bolívia subsitui a Venezuela, como um dos dois representantes da América Latina e do Caribe, dentro do Conselho de Segurança, em que continuará, por mais um ano, o Uruguai.

Hoje, também ingressam no órgão outros quatro países, de diferentes continentes do planeta: Itália, Suécia, Etiópia e Cazaquistão, que substituem Espanha, Nova Zelândia, Angola e Malásia.

Por outro lado, além do Uruguai, permanecem como membros não-permanentes Egito, Japão, Senegal e Ucrânia. Nça Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido são os nações com assento permanente.

A candidatura boliviana contava com o aval do grupo de países da América Latina e o Caribe, por isso, não houve oposição na votação realizada em junho de 2016, na Assembleia Geral da ONU.

Nos últimos anos, o país presidido por Evo Morales denunciou repetidamente as carências democráticas do Conselho de Segurança da ONU, uma postura crítica que o governo prevê manter como membro do órgão.

O embaixador boliviano na ONU, Sacha Llorenti, revelou que entre as prioridades estão discutir a questão palestina, o processo de paz na Colômbia e a defesa dos princípios da carta das Nações Unidas. EFE

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