Suíça perde o rastro de mais de 8 mil solicitantes de asilo em 2016

Genebra, 1 jan (EFE).- As autoridades suíças perderam o rastro de 8.166 solicitantes de asilo no ano passado, embora o governo afirme que a maioria abandonou o país sem informar a saída à Secretaria de Estado para a Imigração.

Essas pessoas decidiram interromper o processo de tramitação de asilo na Suíça e "desapareceram" do radar das autoridades ao saírem do país, informou neste domingo a agência "ATS".

As autoridades suíças argumentam que não detectaram um aumento na presença de imigrantes ilegais, por isso que dizem "partir do fato de que os solicitantes abandonaram a Suíça", afirmou o porta-voz da Secretaria de Estado para a Imigração, Martin Reichlin, à agência suíça.

De acordo com Reichlin, podem haver várias razões pelas quais os solicitantes de asilo abandonam um processo para receber proteção na Suíça, como suspeitarem que a solicitação será rejeitada ou o terem desejo de se encontrar com parentes que estão em outro país, disse o porta-voz.

Durante o primeiro semestre de 2016 foram registradas mais de 4.800 saídas sem controle da Suíça, de acordo com as estatísticas da Secretaria de Estado, que acredita que os refugiados prosseguem viagem rumo à Alemanha.

O número de solicitantes de asilo cujos destinos se desconheciam em 2016 é maior que os números registrados em 2014 (5.501) e em 2015 (4.943). A maioria das saídas do país não controladas ocorre por parte de solicitantes de asilo africanos, sobretudo de Eritreia (801), Gâmbia (792), Nigéria (716), Guiné (508), Argélia (504) e Somália (494), de acordo com a mesma fonte.

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