Em Bagdá, Hollande garante apoio da França ao Iraque na luta contra o EI

Bagdá, 2 jan (EFE).- O presidente da França, François Hollande, reafirmou nesta segunda-feira em Bagdá o apoio de seu país ao Iraque na luta contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) e se ofereceu a reconstruir a cidade de Mossul (norte) após sua retomada.

Em entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro iraquiano, Haider al Abadi, Hollande destacou que a França "participará com toda sua energia" na recuperação de Mossul e indicou que seu país está disposto a organizar uma nova conferência internacional para financiar esta operação.

O líder francês afirmou que o EI perdeu força perante as forças iraquianas e comentou que a operação para acabar com o grupo jihadista "durará algumas semanas, não anos" e que a comunidade internacional verá "seu fim em breve".

Hollande lembrou que, desde 2014, quando visitou o Iraque, as forças iraquianas libertaram várias cidades que estavam sob o controle do EI.

Abadi, por sua vez, confirmou que o papel da coalizão internacional "se limita ao aconselhamento e apoio às forças iraquianas e que não tem forças de combate no território iraquiano".

O primeiro-ministro elogiou o papel francês dentro da coalizão e disse que "a cooperação em inteligência com a França e outros países é necessária" para acabar com os planos do Estado Islâmico.

A França participa da coalizão internacional contra o EI liderada pelos Estados Unidos e colabora com cerca de 500 soldados e 30 aviões, aproximadamente.

Em sua viagem, Hollande deve visitar à capital do Curdistão iraquiano, Erbil, cidade localizada cerca a de 80 quilômetros de Mossul, considerado o bastião do EI no norte do Iraque.

Lá, o líder se reunirá com o presidente da região autônoma do Curdistão iraquiano, Massoud Barzani, e se encontrará com as tropas francesas e as curdas "peshmergas", além de entregar uma doação de material médico e humanitário.

O exército iraquiano e as peshmergas retomaram na quinta-feira passada sua ofensiva contra os jihadistas no interior da cidade de Mossul, onde as tropas entraram pela primeira vez no final de novembro, um mês depois do início das operações na província de Ninawa.

Esta nova fase da operação para tomar Mossul dos extremistas começou após a chegada de reforços do exército e da polícia à capital de Ninawa para proteger as zonas retomadas e permitir que as forças antiterroristas se concentrem em recuperar novas áreas.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos