Netanyahu é interrogado pela polícia por suspeitas de corrupção

Jerusalém, 2 jan (EFE).- Investigadores da polícia de Israel chegaram no final tarde desta segunda-feira à residência oficial do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, para interrogá-lo sobre vários casos de corrupção.

Os veículos policiais entraram no local pouco antes das 19h (horário local, 15h de Brasília), hora prevista para o interrogatório, que não terá limite de tempo.

Netanyahu deverá responder às suspeitas de ter recebido presentes e benefícios de empresários, que apareceram em duas investigações policiais distintas sobre casos de suborno e fraude.

Após o interrogatório, a procuradoria decidirá se abre uma investigação criminal, na qual poderiam ser imputados crimes de fraude, quebra de confiança e aceitação ilegal de presentes.

"Não comemorem ainda", disse o primeiro-ministro israelense à oposição horas antes de ser interrogado, em referência ao rebuliço político e midiático gerados pelas acusações, nas quais também estariam implicados vários membros de sua família.

"Continuem fazendo selvagens acusações e eu seguirei governando o Estado de Israel", declarou Netanyahu, segundo o jornal "Ynet".

O primeiro-ministro reforçou hoje que "nada acontecerá porque nada houve" e assegurou que as alegações não têm fundamento.

O líder da oposição de União Sionista, Isaac Herzog, lhe respondeu que não há razões para celebrar: "Não é um dia alegre. É um dia duro para Israel", destacou.

Já os deputados do Likud, partido de Netanyahu, rejeitaram as acusações e consideraram que se trata de uma "campanha orquestrada" para prejudicar a imagem do líder israelense.

A polícia demorou mais de uma semana para conseguir um espaço na agenda do primeiro-ministro para este interrogatório, que está sendo gravado e transmitido em tempo real para procuradores, segundo informou hoje o jornal "Maariv".

O interrogatório se centra em dois casos de corrupção investigados pela procuradoria há meses, o principal nomeado "Caso 1.000" e outro de delitos menores denominado "Caso 2.000".

A instrução inclui 50 testemunhos, entre eles o do empresário judeu americano Ron Lauder, um velho amigo de Netanyahu, que confirmou à polícia ter dado vários presentes ao primeiro-ministro e financiado uma viagem ao exterior para seu filho Yair, informou o jornal "Haaretz".

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