Rebelião em presídio de Manaus termina com pelo menos 50 mortos

São Paulo, 2 jan (EFE).- Pelo menos 50 pessoas morreram durante o confronto de duas facções rivais em um complexo penitenciário de Manaus, capital do Amazonas, confirmou nesta segunda-feira a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que participou das negociações para o fim da rebelião.

As autoridades ainda não informaram oficialmente quantas pessoas morreram no motim, que começou no domingo, embora acredite-se que o número de mortos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) possa chegar a 80.

Epitácio Almeida, presidente da Comissão de defesa dos Direitos Humanos da OAB-AM, coordenou as negociações com os presos e trabalhou na libertação dos reféns, que foram soltos na manhã desta segunda-feira.

"Infelizmente estamos diante do maior e mais horrível massacre já praticado nos presídios do Brasil", afirmou Almeida em mensagem enviada a alguns membros da OAB.

A rebelião começou após um enfrentamento entre o Primeiro Comando da Capital (PCC), fundado em São Paulo, e a Família do Norte (FDN), que domina as prisões do estado do Amazonas e é aliada do Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro.

"Tudo indica que foi um ataque de uma facção maior contra uma menor para eliminar a concorrência", ressaltou o secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sergio Fontes, em entrevista coletiva na noite de domingo.

Durante o enfrentamento houve várias decapitações e alguns corpos foram queimados e mutilados, segundo a OAB.

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