Exército sírio prossegue ofensiva na região rebelde do vale do rio Barada

Cairo, 3 jan (EFE).- O Exército da Síria prosseguiu nesta terça-feira sua ofensiva no vale do rio Barada, área controlada pelos rebeldes nos arredores de Damasco e cuja população sofre com a escassez de água potável, apesar da trégua vigente no país desde a sexta-feira passada, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

A ONG afirmou em comunicado que as forças governamentais levaram reforços militares à região e bombardearam os povoados de Bassima e Ain al Jodra, entre outras áreas no vale do rio Barada (Uadi Barada).

Além disso, foram registrados disparos de metralhadora contra colinas da região e o lançamento de projéteis de artilharia contra Ain al Fiya, região de Uadi Barada na qual se encontram os mananciais de água que abastecem Damasco e seus arredores, onde quatro milhões de moradores sofrem com sua escassez desde o final de dezembro.

A ofensiva contra o vale do rio Barada foi considerada pela oposição como uma "grave violação da trégua" e levou o Exército Livre Sírio (ELS) a anunciar que "congela" sua participação nas negociações previstas para o final desse mês na cidade de Astana, capital do Cazaquistão.

A Coalizão Nacional Síria (CNFROS), principal formação política da oposição síria, pediu nesta terça-feira em comunicado à Rússia que garanta que as forças do regime não violem a trégua vigente em todo o país desde a sexta-feira passada.

As forças governamentais também realizaram hoje um ataque de artilharia em uma zona rural do norte da província de Homs no qual morreram sete integrantes da Frente da Conquista do Levante, antiga Frente al Nusra (ex-filial síria da Al Qaeda), segundo informou a agência oficial "Sana".

Segundo uma apuração publicada hoje pelo Observatório, desde que começou a trégua morreram oito civis, entre eles duas crianças, por disparos e bombardeios das forças governamentais nas periferias de Damasco, Aleppo e Homs.

O número de vítimas mortais durante os primeiros quatro dias deste cessar-fogo supera o número de mortos durante os primeiros dias de tréguas anteriores realizadas em setembro do ano passado, quando houve sete civis mortos, e em fevereiro de 2016 quando se registraram duas vítimas mortais.

O acordo de cessar-fogo, negociado entre Rússia e Turquia, excluiu os grupos considerados terroristas por Damasco, que continuam sendo alvo de bombardeios e outros ataques.

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