Seul pede à Dinamarca que filha de pivô de caso de corrupção seja extraditada

Seul, 3 jan (EFE).- A polícia da Coreia do Sul emitiu uma ordem de extradição à Dinamarca para a filha da chamada "Rasputina", pivô do escândalo de corrupção que sacudiu o país, após ela ter sido detida no último domingo, na cidade dinamarquesa de Aalborg.

A Agência Nacional de Polícia confirmou que enviou a ordem para as autoridades dinamarquesas através da Interpol, informam nesta terça-feira os veículos de imprensa sul-coreanos.

Por enquanto, um tribunal dinamarquês estendeu até o dia 30 de janeiro a detenção de Chung Yoo-ra, de 20 anos, enquanto aguarda sua extradição.

Chung foi detida em Aalborg, sob a acusação de estadia ilegal na Dinamarca, após a polícia local ter recebido informação de um jornalista sul-coreano sobre seu paradeiro.

Ela disse para as autoridades dinamarquesas que está disposta a retornar voluntariamente ao seu país, se for permitido permanecer com seu filho, de 1 ano, informou hoje a agência "Yonhap".

A Promotoria que investiga o caso pediu a Interpol, no dia 27 de dezembro, a inclusão de Chung em sua lista de procurados, depois dela ter ignorado diversos chamados para prestar depoimento como testemunha na Coreia do Sul.

A mãe de Chung, Choi Soon-il, é considerada como cérebro da trama de corrupção e tráfico de influência que levou o parlamento a destituir a presidente sul-coreana, Park Geun-hye, uma decisão que agora deve ser ratificada ou não pelo Tribunal Constitucional.

Choi, de 60 anos e amiga íntima de Park, é acusada de intervir nos assuntos de Estado, apesar de não possuir cargo público e extorquir grandes empresas para obter dinheiro que se teria apropriado parcialmente, entre outras acusações.

A promotoria acredita que o grupo Samsung, o maior do país, assinou um contrato no valor de 17,3 milhões de euros com uma empresa com sede na Alemanha, propriedade de Choi, e além disso apoio financeiramente para que Chung, que se dedica ao hipismo, treinasse no país europeu e comprasse cavalos.

Choi, sua filha e seu neto estavam na Alemanha quando explodiu o escândalo.

Choi Soon-il retornou no dia 30 de outrubro para a Coreia do Sul, onde permanece presa desde então.

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