Tribunal Eleitoral do Haiti descarta fraude nas eleições de 20 de novembro

Porto Príncipe, 3 jan (EFE).- O Tribunal Eleitoral do Haiti enviou nesta terça-feira ao Conselho Eleitoral Provisório (CEP) sua decisão final sobre as eleições gerais do último dia 20 de novembro, e, embora tenha reconhecido que houve irregularidades, garantiu que não aconteceu uma fraude maciça como asseguram vários ex-candidatos.

O Tribunal destacou que não houve uma fraude que pudesse afetar o processo eleitoral, cujos resultados definitivos devem ser finalmente anunciados hoje pelo CEP, que tinha programado divulgá-los em 29 de dezembro, mas os adiou até esta terça-feira.

Os dados preliminares das votações, divulgados uma semana após o pleito, apontam como ganhador o candidato presidencial do Partido Haitiano Tet Kale (PHTK), Jovenel Moise, que teria obtido 55,67% dos votos.

O segundo posto no pleito ficou com o candidato da Liga Alternativa pelo Progresso e Emancipação Haitiana (Lapeh), Jude Celestin, com 19,52 % dos votos.

O candidato da Plataforma dos Filhos de Dessalines, Moise Jean-Charles, teria ficado na terceira posição, com 11,04%, enquanto a candidata da Famílias Lavalas, Marysse Narcisse, teria obtido pouco mais de 8% dos sufrágios, sendo a quarta mais votada dos 27 candidatos à presidência.

Caso o CEP confirme os resultados preliminares não seria necessário realizar um segundo turno, previsto para o dia 29 deste mês, uma vez que Jovenel Moise conseguiria pelo menos 50% mais um dos votos necessários para ganhar no primeiro turno.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) assegurou que os dados oficiais "estão em linha" com os coletados pela missão de observadores que enviou ao país no dia do pleito.

No entanto, Celestin, assim como Jean-Charles e Marysse Narcisse, impugnaram os resultados afirmando que contam com "provas sólidas" sobre uma suposta fraude eleitoral.

Desde o dia 15 de fevereiro do ano passado, um governo provisório liderado por Jocelerme Privert dirige o país depois que uma semana antes havia terminado o período do governo de Michel Martelly sem que seu sucessor tivesse sido eleito.

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