Exército existe para proteger EUA e não para servir à política, afirma Obama

Washington, 4 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quarta-feira que o exército só deve enfrentar situações de perigo quando seja imprescindível para proteger a segurança do país, e não para responder a motivações políticas, em uma aparente mensagem dirigida a seu sucessor, o republicano Donald Trump.

O democrata fez essa advertência durante sua despedida das forças armadas na base militar Myer-Henderson Hall, em Arlington, no estado da Virgínia e perto de Washington.

"Uma das grandes tarefas (no futuro) das forças armadas será conservar a confiança que o povo americano depositou em vocês. Essa é uma responsabilidade não só para os uniformizados, mas também para os que os lideram", ressaltou Obama perante dezenas de soldados e membros do Congresso.

Em seu discurso, Obama fez referência aos valores que devem guiar o futuro do exército, mas não mencionou o nome de Donald Trump, que no dia 20 de janeiro assumirá a presidência e se transformará no comandante-em-chefe das forças armadas.

"Nunca devemos hesitar em atuar quando seja necessário para defender nossa nação, mas também não devemos precipitar-nos à guerra, porque enviá-los ao perigo deve ser o último e não o primeiro recurso, deve responder a nossas necessidades de segurança, e não à política", ressaltou Obama.

O presidente americano assegurou que, desde que assumiu a presidência, em janeiro de 2009, cumpriu com o princípio de só enviar os militares a situações de perigo quando fosse "absolutamente necessário".

"Vocês se comprometeram com uma vida de serviço e sacrifício. Eu, em troca, fiz a promessa de que só os enviaria ao perigo quando fosse absolutamente necessário, com uma estratégia e com o equipamento e o apoio necessário para fazer seu trabalho, porque é o que vocês esperam e o que merecem", salientou.

Mais de 15 anos depois da invasão americana que tirou os talibãs do poder no Afeganistão, o governo de Barack Obama conseguiu que voltassem para casa quase 180.000 soldados enviados ao Iraque e ao Afeganistão, de modo que nestes territórios permanecem atualmente cerca de 15.000 soldados.

Obama disse ainda sentir-se privilegiado por ter podido dirigir as forças armadas que mataram em 2011 o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, e que lideram a coalizão internacional que arrebatou do Estado Islâmico (EI) "metade de seu território" na Síria e Iraque.

"Vocês demonstraram que quando combatemos o terrorismo podemos ser fortes e inteligentes", destacou Obama.

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