Netanyahu pede indulto de soldado israelense condenado por matar palestino

Jerusalém, 4 jan (EFE).- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se mostrou a favor de indultar o soldado israelense condenado nesta quarta-feira por homicídio, após matar em março um agressor palestino ferido e imobilizado.

"Sou a favor de indultar Elor Azaria", disse o primeiro-ministro em suas contas no Facebook e no Twitter, horas depois do anúncio do veredicto que condena o jovem de 20 anos de idade após um longo julgamento que dividiu a sociedade israelense.

Netanyahu qualificou o dia de hoje como "doloroso e difícil": "Sobretudo para ele (Elor) e sua família, para os soldados do exército israelense, para muitos cidadãos e os pais dos soldados, incluindo eu mesmo".

O primeiro-ministro fez um apelo a todos os cidadãos para que "atuem com responsabilidade em relação ao exército israelense, seus comandantes e pessoal".

"Nossa existência se baseia no exército. Os soldados são nossos filhos e filhas e devem permanecer à margem de qualquer disputa. Estou a favor de anistiar Elor Azaria", reforçou.

O presidente de Israel, Reuven Rivlin, escutará o pedido de indulto se for solicitado "de acordo com o procedimento habitual", garantiu um comunicado da presidência.

Azaria matou com um tiro na cabeça o jovem palestino Abdel Fatah Al-Sherif, também de 20 anos, quando estava no chão ferido e imobilizado minutos depois de ter sido atacado por outro soldado em Hebron.

Sua sentença provocou um intenso debate e a divisão entre os que defendem o soldado e os que criticam sua atuação por considerar que é contrária ao código militar, que só permite matar quando há um grave risco para a vida ou a integridade.

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