Trump e Guterres têm "discussão positiva" sobre EUA e ONU

Nações Unidas, 4 jan (EFE).- O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou por telefone nesta quarta-feira com o novo secretário-geral da ONU, António Guterres, em uma "discussão muito positiva" sobre os vínculos entre o país e a organização, informaram fontes oficiais.

A conversa aconteceu após duras críticas feitas por Trump nos últimos dias devido a uma resolução sobre os assentamentos israelenses nos territórios palestinos que foi aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU.

Na entrevista coletiva diária, um porta-voz do secretário-geral da ONU informou que o telefonema "de apresentação" permitiu a Trump e Guterres terem uma "discussão muito positiva" sobre as relações entre as Nações Unidas e os Estados Unidos.

"O secretário-geral disse que espera ter outra conversa com o presidente (americano) depois que assumir a presidência", acrescentou o porta-voz, Farhan Haq.

A conversa também foi confirmada por fontes da equipe de Trump, que anteciparam que haverá outras conversas depois que o magnata nova-iorquino chegar à Casa Branca.

Em uma conferência telefônica com jornalistas, Sean Spicer, porta-voz de Trump, disse que os EUA buscam uma "reforma" nas Nações Unidas para que a organização seja "mais eficiente".

No dia 28 de dezembro, Trump afirmou em declarações a jornalistas na Flórida, onde passava as festas natalinas, que a ONU "não está à altura" de seu potencial e, em vez de resolver problemas, os "causa".

"Quando vimos as Nações Unidas resolvendo problemas? Ela não faz isso, causa problemas", afirmou o presidente eleito.

Dias antes, Trump afirmou na rede social Twitter que, apesar de seu "grande potencial", a ONU "agora é só um clube de gente para se reunir, falar e ficar bem".

Essas críticas foram feitas depois que, em 23 de dezembro, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que condenou a política de assentamentos israelenses nos territórios palestinos, graças à abstenção dos Estados Unidos.

Trump mostrou lealdade a Israel, e antes da sessão do Conselho de Segurança tinha pedido que os Estados Unidos exercessem o direito de veto para evitar a aprovação.

Os Estados Unidos são o país que contribuem com mais recursos para o funcionamento das Nações Unidas, além de serem a sede principal da organização, em Nova York.

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