EI ordena ataques a países do Ocidente para desestabilizar suas economias

Rabat, 5 jan (EFE).- O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) incitou nesta quinta-feira seus simpatizantes nos países ocidentais a perpetrarem ataques nesses Estados para desestabilizar suas economias e para que sejam obrigados a destinar recursos para sua segurança interna, ao invés de financiar a luta antiterrorista no exterior.

"Cada irmão que quer cumprir o dever dado por Alá deve saber que seu efeito nos infiéis não se limita apenas a mortos e feridos, mas seu impacto na economia é muito grande", afirmou o editorial do último número da revista semanal "Al Nabaa", órgão de propaganda do EI.

Esses ataques, segundo a nota, obrigarão os governos ocidentais "a gastar bilhões para fortalecer as medidas de segurança dentro de suas fronteiras, ao invés de destiná-los à luta contra o EI no exterior".

O grupo terrorista, que se autoproclamou como "califado" em grande parte dos territórios da Síria e Iraque, faz ameaças contínuas contra os países que participam de uma coalizão militar internacional que realiza operações militares contra suas posições, e perpetrou vários ataques contra eles.

O EI também acredita que esses atentados humilham a dignidade dos governos e os deixa com a imagem de serem incapazes de proteger seus cidadãos, desestabilizam a economia e semeiam o medo em suas áreas turísticas e de lazer.

O grupo jihadista, que equiparou um "lobo solitário" a um exército inteiro, destacou o impacto do ataque terrorista de 19 de dezembro em Berlim, que deixou 12 mortos, sobre o sentimento de segurança em toda a Europa.

Além disso, o EI lembrou do americano de origem afegã Omar Mateen, autor do massacre no último dia 12 de junho contra uma boate gay de Orlando, na Flórida, que matou 49 pessoas.

A ordem acontece num momento em que o grupo terrorista sofre um incessante assédio militar nos territórios que ainda controla no Iraque e Síria.

Nesta semana, redes sociais próximas à Al Qaeda também lançaram uma campanha para incentivar "lobos solitários" jihadistas cometerem atentados terroristas em países como Estados Unidos, França e Rússia.

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