Procuradoria da Colômbia convoca novos depoimentos em 'caso Odebrecht'

Bogotá, 5 jan (EFE).- A Procuradoria Geral da Colômbia ouvirá nesta sexta-feira novos depoimentos dentro da investigação sobre as propinas pagas no país pela Odebrecht.

Segundo a imprensa local, Álvaro Mantilla, ex-diretor do Instituto Nacional de Vias (Invías), escritório responsável por promover melhorias e pela manutenção da infraestrutura viária, será um dos que vão prestar depoimento.

Mantilla, que esteve à frente do Invías de 1999 a 2000, trabalhou também como advogado da Odebrecht na concessão do trecho Setor 2 da rodovia Rota do Sol.

Além disso, a Procuradoria convocou para depor o advogado Manuel Ricaurte Lombana, ex-diretor da companhia OHL-Colômbia, que perdeu para a Odebrecht o contrato de concessão das obras da Rota do Sol.

"Em relação ao projeto para a construção e operação do Setor 2 da Rota do Sol, concedido em 2009, me permito manifestar à opinião pública que jamais tive ligação alguma com a Odebrecht", alegou Lombana em comunicado divulgado nesta quinta-feira.

O advogado acrescentou que sua participação no projeto aconteceu em 2009, quando era presidente da OHL-Colômbia, uma das empresas concorrentes no processo, e que foi excluída do mesmo.

"Fui um dos prejudicados pelas graves anomalias que se apresentaram no desenvolvimento da concessão do mencionado projeto", afirmou.

Segundo documentos publicados no último dia 21 de dezembro pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a Odebrecht pagou aproximadamente US$ 788 milhões (R$ 2,5 bilhões) em propinas em 12 países da América Latina e África, entre eles a Colômbia.

Por isso, o governo colombiano pediu a intervenção da Procuradoria e "reiterou que conta com seu apoio e colaboração para esclarecer esta situação inaceitável e identificar todos os responsáveis".

Segundo a presidência, o Departamento de Justiça americano "afirma de forma específica que entre 2009 e 2010 foram pagos US$ 6,5 milhões a um funcionário na Colômbia".

"Durante esse período, só existe um contrato entre a Odebrecht e o governo", afirmou a presidência, em referência a um acordo assinado em dezembro de 2009 pelo Instituto Nacional de Concessões (Inco).

O contrato foi firmado para a construção do setor 2 da Rota do Sol, concedido pelo Inco sob a administração de Gabriel García Morales, vice-ministro de Transporte na época, e só teve um candidato na licitação.

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