Chegada de imigrantes à Europa pelo Mediterrâneo caiu dois terços em 2016

Bruxelas, 6 jan (EFE).- O número de imigrantes que chegou à Europa em 2016 pelas duas principais rotas do Mediterrâneo foi quase dois terços menor do que no ano anterior, fechando em 364 mil pessoas, segundo dados preliminares divulgados nesta sexta-feira pela Agência Europeia de Controle de Fronteiras (Frontex).

A quantidade de refugiados que chegou às ilhas gregas do Egeu diminuíram 79%, para 182,5 mil. No litoral da Itália, porém, houve alta de 20%, para 181 mil, número mais alto já registrado.

Em 2015, chegaram através da rota do leste do Mediterrâneo 885,4 mil pessoas, a maioria rumo às ilhas da Grécia.

A Frontex atribuiu a queda ao acordo assinado entre a União Europeia e a Turquia, o que levou as autoridades turcas a realizar um controle mais rígido das fronteiras. Além disso, o pacto previa a readmissão no país de imigrantes ilegais procedentes da Grécia.

Desde março, o número de chegadas mensais às ilhas gregas representou apenas uma pequena parte das registradas no ano passado, ficando entre 1.800 e 4.400 pessoas por mês, vindas em grande maioria da Síria, Afeganistão e Iraque.

Na redução também influenciaram o fechamento da chamada rota dos Bálcãs e as medidas adotadas pela União Europeia e os países da região para controlar as fronteiras.

"Coincidindo com a queda dos fluxos na rota do leste do Mediterrâneo, o número de imigrantes que atravessou os Bálcãs em 2016 caiu de forma importante, para 123 mil, contra 764 mil em 2015", indicou a Frontex em comunicado.

Por outro lado, o número de imigrantes registrados na rota do Mediterrâneo central, que vai do norte da África até a Itália, atingiu o recorde de 181 mil pessoas, contra as 154 mil de 2015.

"Isso reflete a crescente pressão migratória do continente africano, em particular desde a África Ocidental", indicou a nota.

Desde 2010, o número de pessoas procedentes dessa região interceptadas no litoral italiano multiplicou por dez. A maioria delas é procedente da Nigéria e, em menor medida, de Eritreia, Guiné, Costa do Marfim e Gâmbia.

No total, em 2016, foram detectadas 503,7 mil entradas ilegais através das fronteiras externas da União Europeia.

A Frontex lembrou que os dados, de caráter preliminar, se referem ao número de pessoas que foram detectadas atravessando as fronteiras de forma ilegal. Por isso, uma mesma pessoa pode ter tentado fazer a travessia em diferentes pontos.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos