Congresso dos EUA confirma triunfo de Trump em meio à tensão pela Rússia

Washington, 6 jan (EFE).- O Congresso dos Estados Unidos confirmou nesta sexta-feira o triunfo eleitoral de Donald Trump nas eleições presidenciais de 8 de novembro, em meio a uma grande tensão pelas tentativas de vários legisladores democratas para que o resultado fosse invalidado pela suposta ingerência da Rússia no pleito.

Os protestos dos legisladores democratas foram realizados perante o plenário do Congresso, reunido em sessão conjunta e que hoje cumpriu a última formalidade antes que em 20 de janeiro Trump assuma o cargo e se transforme no 45º presidente dos EUA.

"Eu me oponho porque o povo da Califórnia está aterrorizado pela intervenção da Rússia nas eleições", disse a legisladora democrata pela Califórnia, Barbara Lee, que seguiu protestando apesar de seu microfone ter sido silenciado depois que o vice-presidente, Joe Biden, lhe negou a possibilidade de recorrer dos resultados.

Biden, que também é presidente do Senado, rejeitou cada uma das tentativas dos legisladores de seu partido para invalidar o resultado eleitoral, citando o regulamento do Congresso que pede que as queixas sejam apresentadas por escrito e estejam assinadas tanto por um legislador da Câmara dos Representantes como por um senador.

As queixas apresentadas pelos legisladores da câmara baixa de distritos de vários estados como Texas, Califórnia, Massachusetts, Arizona e Flórida estavam assinadas por eles mesmos, mas não tinham a assinatura de um senador, razão pela qual não podiam seguir adiante.

Desta forma, a apuração dos votos do Colégio Eleitoral, órgão encarregado de eleger o presidente dos EUA, seguiu adiante enquanto vários representantes do Congresso autentificavam os resultados de cada um dos 50 votos, por ordem alfabética, primeiro Alabama e Wyoming, o último.

"O certificado de voto do estado de Utah parece ser regular e autêntico e Donald Trump, do estado de Nova York, recebeu seis votos como presidente e Mike Pence, de Indiana, recebeu seis votos como vice-presidente", enunciou o legislador republicano Gregg Harper, em uma frase que se repetiu por cada um dos 50 estados.

Finalmente, Biden ratificou o triunfo de Trump como novo presidente dos Estados Unidos por ter obtido 304 votos no Colégio Eleitoral, um número que representa a maioria dos 538 delegados que, em nome dos cidadãos, votam em cada um dos estados do país para escolher o presidente e o vice.

A democrata Hillary Clinton perdeu por ter recebido apenas 227 votos no Colégio Eleitoral, embora tenha vencido no voto popular ao conseguir quase três milhões de sufrágios a mais que Trump.

Depois que Trump foi confirmado, vários jovens do público se levantaram de seus assentos, começaram a protestar com gritos e foram tirados da sala por agentes de segurança.

As queixas dos legisladores se concentraram nos ataques cibernéticos supostamente autorizados por funcionários da mais alta categoria do Kremlin durante as eleições para prejudicar Hillary e favorecer Trump, teoria sustentada pelas agências de inteligência dos EUA e questionada pelo magnata nova-iorquino.

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