EUA: Putin ordenou ciberataques por ter "clara" preferência por Trump

Washington, 6 jan (EFE).- As agências de inteligência dos Estados Unidos afirmaram em um relatório tornado público nesta sexta-feira que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, influiu nas eleições americanas por meio de ciberataques porque sentia uma "clara" preferência por Donald Trump em relação a Hillary Clinton na disputa pela sucessão de Barack Obama na presidência.

"Consideramos que o presidente russo Vladimir Putin ordenou uma campanha para influir em 2016 nas eleições presidenciais dos Estados Unidos", disseram em um relatório de 25 páginas o FBI, a CIA e a Agência de Segurança Nacional (NSA), principais agências de inteligência do país.

"Os objetivos da Rússia eram minar a fé pública no processo democrático de EUA, denegrir a secretária (de Estado) Clinton, prejudicar sua chance de ser eleita e sua potencial presidência. Também consideramos que Putin e o governo russo desenvolveram uma clara preferência pelo presidente eleito Trump", afirmam as agências de inteligência.

As conclusões dos serviços de inteligência contrastam com as declarações feitas hoje por Trump, que rejeitou que o resultado do pleito tenha sofrido influência de ciberataques.

Após receber o relatório e depois de se reunir com dirigentes desses serviços de inteligência, Trump afirmou que, embora vários países tentem atacar os EUA, "não houve absolutamente nenhum efeito no resultado das eleições, incluindo o fato de que não houve alterações nas máquinas de votação".

No entanto, com diferentes graus de confiança, as agências de inteligência defendem que "Putin e o governo da Rússia desejavam ajudar nas eleições o presidente eleito Trump sempre que fosse possível, desacreditando a secretária Clinton e comparando-a publicamente com ele de maneira desfavorável".

A CIA (agência de inteligência americana) e o FBI têm "muita confiança" na afirmação anterior, enquanto a certeza da NSA a respeito é "moderada", segundo o relatório.

Em sua totalidade, o documento confirma o que as agências de inteligência já haviam anunciado em outubro, quando divulgaram suas primeiras conclusões, e reafirma o que disseram nesta quinta-feira os chefes de vários dos principais serviços de inteligência em uma audiência no Comitê de Serviços Armados do Senado.

O Kremlin negou seu envolvimento nesses ciberataques, e o presidente dos EUA, Barack Obama, decidiu na semana passada impor à Rússia duras sanções diplomáticas e financeiras, entre as quais se destaca a expulsão de 35 diplomatas russos por suposto envolvimento nos ataques cibernéticos.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos