Obama se compromete a apoiar plano sanitário de Trump se for melhor que o seu

Washington, 6 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se comprometeu nesta sexta-feira a apoiar um plano sanitário projetado por seu sucessor, Donald Trump, e os republicanos do Congresso, se melhorar o atendimento sanitário que os americanos estão recebendo atualmente sob sua lei, conhecida como "Obamacare".

"Estou dizendo atualmente aos republicanos: se podem confeccionar um plano que é manifestamente melhor que o 'Obamacare', então apoiarei que se apele (contra a lei de saúde) e se substitua nosso plano", assegurou hoje Obama em entrevista de mais de uma hora ao portal de notícias "Vox".

No entanto, o presidente americano pôs várias condições, como que a nova lei proporcione atendimento sanitário aos americanos que já têm doenças, algo que exige a reforma da saúde proclamada em 2010 por Obama e ao que se negaram durante anos muitas companhias de seguros.

Além disso, para dar seu apoio, Obama citou como condição que o novo plano seja avaliado e comparado com sua reforma da saúde por uma terceira parte independente, como especialistas em saúde.

"Se podem fazer algo mais barato que o 'Obamacare' e de melhor qualidade, têm meu apoio", se comprometeu Obama, que cederá o poder a Trump no próximo dia 20 de janeiro.

No entanto, Obama desafiou os republicanos a "mostrar" qual é a alternativa com a qual querem substituir a atual reforma da saúde para que tanto ele como os demais americanos possam comparar a nova lei com a atual e poder tomar uma decisão sobre qual é melhor.

"Aos republicanos lhes direi: do que têm medo? Se estão convencidos que podem conseguir algo melhor, então vamos, demonstrem", disse Obama, que criticou o fato de que os republicanos do Congresso nunca tenham oferecido uma alternativa verossímil desde a promulgação de sua reforma em 2010.

O presidente americano considerou "irresponsável" a proposta de acabar urgentemente com o "Obamacare", mas estender a lei de forma provisória durante dois anos até que possa entrar em vigor uma iniciativa alternativa impulsionada pelo futuro governo de Donald Trump e os republicanos do Congresso.

"Meu conselho ao presidente eleito é: faça com que sua equipe e os republicanos do Congresso demonstrem que podem fazer coisas melhores para este mundo. Se fizerem isso, muitos democratas, inclusive eu, o apoiaremos", garantiu Obama.

Na última terça-feira, os republicanos, que mantêm a maioria nas duas câmaras do Congresso, apresentaram no Senado uma proposta para permitir que a lei sanitária de Obama possa ser revogada nessa Casa com apenas 50 votos a favor, ao invés dos 60 normalmente necessários.

Além disso, essa iniciativa instrui os comitês do Congresso a ter pronto um projeto de lei para revogar o "Obamacare" antes do dia 27 de janeiro.

Por sua vez, Trump tem a intenção de assinar várias ordens executivas em seu primeiro dia no Salão Oval, no próximo dia 20 de janeiro, para iniciar o desmantelamento da lei, segundo anunciou esta semana o vice-presidente eleito, Mike Pence.

Para tentar evitar o fim de sua reforma da saúde, Obama tomou várias iniciativas como a reunião que teve nesta quarta-feira com seus companheiros democratas do Congresso para pedir-lhes que cerrem fileiras e defendam com firmeza a lei sanitária, considerada a maior conquista de seu governo em âmbito interno.

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