OIM diz que batalha de Mossul provoca deslocamento de 133 mil iraquianos

Erbil/Cairo, 6 jan (EFE).- A batalha entre as forças iraquianas e curdas com o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) na província de Ninawa, que tem Mossul como capital, motivou o deslocamento de mais de 133 mil pessoas desde outubro, quando teve início a operação para expulsar os jihadistas, informou nesta segunda-feira a Organização Internacional para Migrações (OIM).

Em comunicado, a OIM estimou em mais de 22 mil famílias deslocadas desde a disputa na cidade de Mossul. De acordo com o órgão, desde o início da segunda ofensiva no último dia 29 de dezembro, houve um aumento de mais de 2.600 pessoas deslocadas.

No total, 115.968 civis estão realocados em campos improvisados para deslocados, concentrando 98% na província de Ninawa.

As forças iraquianas, segundo o texto, retomaram 40 dos 60 distritos do leste de Mossul desde o início da operação. No entanto, ainda não chegaram ao oeste da cidade, onde a OIM estima que 700 mil civis estejam sob o controle do EI, esperando o momento oportuno para fugir da cidade.

Um dos moradores bairro de Al Muthana, no leste de Mossul que se identificou como Abu Mohammed Absi, disse à Agência Efe por telefone que sua família foi "conduzida como gado" pelo EI, que os obrigou a deixar seu lar quando o Exército iniciou a ofensiva.

Ontem à tarde, os jihadistas começaram a derrubar a casa de Absi, disse o morador à Efe. "Mas só na madrugada eles abriram fogo para obrigar as famílias a saírem a força", afirmou.

Centenas de famílias do bairro de Al Hadba, no norte de Mossul, foram retirados de maneira forçosa. Dois moradores foram executados por não obedecerem às ordens dos extremistas, explicou Ahmed Mushir Fathi, outro morador da cidade, em entrevista à Efe.

As forças iraquianas e os "peshmergas" curdos lançaram na semana passada uma nova ofensiva para recuperar Mossul, o último reduto no EI no Iraque. A primeira medida foi desacelerada por causa da resistência do grupo extremista e das más condições meteorológicas. EFE

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