Rota do Mediterrâneo é a mais letal para refugiados pelo 3º ano seguido

Genebra, 6 jan (EFE).- A rota do Mediterrâneo foi pelo terceiro ano consecutivo o trajeto mais letal do mundo para os imigrantes e os refugiados que fugiram de seus países na busca de uma vida melhor longe de riscos e privações, denunciou nesta sexta-feira a Organização Mundial das Migrações (OIM).

Durante 2016, 5.079 pessoas perderam a vida na tentativa de atravessar o Mediterrâneo. No ano passado, 3.777 morreram ao cruzar o trajeto, número maior dos 3.279 registrados em 2014.

No total, 7.495 imigrantes e refugiados morreram no mundo durante a busca de um lugar melhor para viver. A rota do Mediterrâneo foi de longe a mais mortífera. O segundo caminho mais letal foi o do norte da África, com 1.124 mortes. O terceiro, segundo a OIM, foi na fronteira entre México e Estados Unidos, com 432 mortos.

O porta-voz da OIM, Joel Millman, indicou, porém, que os números são subestimados, já que é muito difícil obter informações exatas sobre os números de imigrantes que morrem nas travessias.

O afogamento foi a principal causa de morte no Mediterrâneo, com 4.218 das mortes registradas. Houve também registros de vítimas em acidentes de trânsito e trem, além de hipotermia e desidratação.

Segundo a OIM, 363.348 pessoas atravessaram o Mediterrâneo em 2016. Do total, 181.436 chegaram à Itália, procedentes eminentemente da Líbia e do Egito. Outros 173.561, a maior parte deles da Síria, Afeganistão, Iraque, Paquistão e Irã, partiram da Turquia ou de outras origens até a costa da Grécia.

Dos demais que chegaram aos portos italianos, grande parte procedia da Nigéria, Eritreia, Guiné, Costa do Marfim, Gâmbia, Senegal, Mali e Sudão.

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