Rússia começa a reduzir tropas na Síria com retirada de porta-aviões

Moscou, 6 jan (EFE).- A Rússia começou nesta sexta-feira a reduzir a presença militar na Síria com a retirada do porta-aviões "Almirante Kuznetsov" e o cruzeiro nuclear "Pedro, o Grande", que estavam em operação no leste do Mar Mediterrâneo.

"Em linha com a decisão do comandante-em-chefe das Forças Armadas, Vladimir Putin, o Ministério da Defesa começa a reduzir o contingente militar na Síria", anunciou o chefe do Estado-Maior da Rússia, general Valery Gerasimov, em comunicado.

A esquadra naval russa liderada pelo "Almirante Kuznetsov" iniciará hoje mesmo a viagem de volta à base no porto de Severomorsk, que fica no mar de Barents, no noroeste do país.

Putin ordenou a retirada de tropas enviadas à região ao anunciar no último dia 29 de dezembro o acordo de cessar-fogo entre o regime do presidente da Síria, Bashar al Assad, e a oposição armada.

"O apoio oferecido pelas Forças Aéreas da Rússia teve um papel fundamental nas vitórias que abriram o caminho para o acordo de cessação das hostilidades", disse hoje o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Síria, Ali Abdullah Ayub, em nota.

"Os aviões russos criaram as condições necessárias para o início de um processo político de acerto da crise na Síria", completou.

A libertação da segunda maior cidade da Síria, Aleppo, por parte das tropas governamentais com apoio de aviões russos e das milícias iranianas influenciou a decisão do Kremlin de retirar parte de seus homens do país.

Putin já tinha ordenado a saída do "grosso" das tropas em fevereiro de 2016, após o começo da primeira contraofensiva das forças leais a Assad contra posições do Estado Islâmico (EI).

A chegada em outubro do "Almirante Kuznetsov" à região, embarcação que nunca tinha entrado em uma guerra em 15 anos de vida, provocou uma grande polêmica. Os países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se negaram a permitir que o porta-aviões reabastecesse em seus portos.

A esquadrilha de caças Mig-29 e Su-33 do porta-aviões participou da campanha antiterrorista russa ao atacar posições do EI e da Frente da Conquista do Levante (a antiga Frente al Nusra).

A Rússia admitiu a existência de violações do cessar-fogo que entrou em vigor no dia 30 de dezembro na Síria, mas destacou que elas foram reduzindo gradualmente com o aumento da confiança entre os lados em confronto na Síria.

"O processo de reconciliação na Síria avança sem interrupções em consonância com os acordos firmados", informou o Centro de Reconciliação Russa na Síria, que cita que mais de mil localidades sírias já renunciaram à luta armada.

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