Tropas sírias bombardeiam vale estratégico perto de Damasco

Beirute, 6 jan (EFE).- Tropas do governo da Síria bombardearam nesta sexta-feira o vale do rio Barada, no noroeste de Damasco e que abastece a capital do país, no meio de combates entre soldados leais ao regime de Bashar al Assad e grupos rebeldes islâmicos.

O comandante da sala de operações dos insurgentes em Damasco, Abu Zuheir al Shami, afirmou à Efe que os aviões de Al Assad estão atacando intensamente o vale, que fica na região de Al Qalamoun Ocidental, próxima à fronteira com o Líbano.

Al Shami afirmou que os soldados do governo contam com apoio do grupo xiita libânes Hezbollah e de milícias iraquianas na ofensiva.

"Todo o vale do Barada está sob controle das facções revolucionárias. O regime está nos atacando de forma intensa a partir do ar, mas quase não conseguiu avançar um quilômetro por terra", indicou Al Shami.

O líder rebelde indicou que as autoridades dominaram a área estratégica de Ain al Fiya, onde está um manancial que alimenta o rio, que também recebe água do lago Barada.

Al Shami afirmou que os combatentes opositores causaram dezenas de perdas nas fileiras governamentais, acrescentando que na região há cerca de 60 mil civis.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos confirmou que aviões e helicópteros militares não identificados tiveram como alvo na cidade de Ain al Fyia, no meio de enfrentamentos entre ambos os lados. Participam do confronto na Frente da Conquista do Levante (antiga Frente al Nusra, ex-filial síria da Al Qaeda).

Em comunicado divulgado ontem, o Ministério das Relações Exteriores da Síria denunciou o corte do fornecimento de água em Damasco por parte de "grupos terroristas armados", classificando o fato de "crime de guerra e contra a humanidade".

"A Frente al Nusra e seus grupos filiados cortaram a água no vale do Barada e o manancial de Ain al Fiya no dia 24 de dezembro, com a detonação da principal bomba de água que alimenta Damasco", denunciou o governo da Síria em duas cartas enviadas à ONU.

Nos comunicados, divulgados pela agência de notícias oficial "Sana", o governo da Síria acusa os oponentes de contaminar a água jogando combustível nela e se queixou que 80% da capital ficou sem abastecimento.

A ofensiva governamental contra o vale do Barada começou há 18 dias e continuou apesar da trégua que entrou em vigor há uma semana em todo o país, acertada entre o governo e os rebeldes, sob amparo da Rússia e da Turquia.

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