Dirigente rebelde afirma que não há pacto para restabelecer água a Damasco

Beirute, 7 jan (EFE).- O dirigente rebelde Abdelmoneim Zeinedin afirmou neste sábado que os insurgentes não alcançaram um pacto com as autoridades para um cessar-fogo no vale do rio Barada, a fim de restabelecer o fornecimento de água a Damasco.

"Não há nenhum acordo entre o regime e os revolucionários no vale do Barada", disse à Agência Efe por telefone Zeinedin, coordenador das facções que atuam nessa região, situada ao noroeste da capital síria e na fronteira com o Líbano.

O dirigente explicou que as autoridades sírias enviaram uma delegação do comitê de reconciliação governamental para propor uma iniciativa aos rebeldes, mas que ambas partes ainda não se reuniram.

"O regime diz que já há um acordo e que água voltará a ser bombeada a Damasco, mas nós ainda não aceitamos as condições de sua iniciativa", indicou Zeinedin.

O líder opositor afirmou que a proposta inclui pontos como "o deslocamento dos revolucionários a Idlib e a entrada do exército na região", o que é rejeitado pelos insurgentes.

No entanto, afirmou que os grupos rebeldes estão prontos para aplicar um cessar-fogo e permitir a entrada na área de uma equipe da ONU que supervisione a cessação das hostilidades e os trabalhos de reparação para restabelecer o bombeamento de água à capital.

Além disso, detalhou que durante esta jornada há tranquilidade no vale do Barada, mas não por um pacto de trégua, mas porque "o regime cessou os bombardeios unilateralmente".

Anteriormente, o Observatório Sírio de Direitos Humanos tinha informado que as equipes de manutenção chegaram hoje à usina de bombeamento de água do vale do rio Barada, após o acordo alcançado na sexta-feira entre as partes enfrentadas, embora, segundo a ONG, algumas facções opositoras tenham rejeitado essa regulação.

No último dia 27 de dezembro, o fornecimento de água ficou interrompido em Damasco devido aos combates, do qual as autoridades e os rebeldes se acusaram mutuamente.

A ofensiva governamental contra o vale do Barada começou há 19 dias e continuou apesar da cessação das hostilidades que entrou em vigor há uma semana em todo o país, pactuado entre o governo e a oposição, sob o amparo da Rússia e da Turquia.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos