Hamas critica Facebook por fechar dezenas de páginas de seus seguidores

Gaza, 7 jan (EFE).- O Hamas criticou o Facebook neste sábado por fechar dezenas de contas e páginas de seus simpatizantes depois que o movimento islamita lançou uma campanha na qual elogiava seu primeiro fabricante de bombas, Iejie Ayash, conhecido como "O engenheiro", morto em 1996 em uma explosão.

Segundo um dos porta-vozes do grupo, Hussam Badran, a rede social cancelou mais de 90 paginas de seguidores do Hamas e outras 30 de seus integrantes, informou hoje a agência de notícias "Maan".

O fechamento se deve à escalação permanente da administração do Facebook com "as políticas de ocupação israelenses", indicou Badran, e foi duramente condenado por vários ativistas da Faixa de Gaza.

O grupo lançou uma campanha para lembrar o 21º aniversário do assassinato de Ayash, famoso por sua habilidade para fabricar explosivos dentro do braço armado do Hamas, as Brigadas de Ezedin al-Qassam, e a quem Israel responsabilizava pela morte de mais de 50 de seus cidadãos em atentados.

Ayash, o guerrilheiro palestino mais procurado em Israel, em particular por seu Serviço Geral de Segurança (o secreto "Shin Bet"), morreu na explosão em 5 de janeiro de 1996 de um telefone-bomba em sua casa em Beit Lahia, na Faixa de Gaza.

O Hamas encorajou nas redes sociais que seu exemplo seja seguido sob a hashtag "Seja como Ayash".

No último ano e meio o governo israelense acusou as redes sociais de encorajar indiretamente, com a divulgação de certas informações, à onda de violência que sacode a região desde outubro de 2015, na qual morreram pelo menos 243 palestinos e um jordaniano, mais de dois terços em ataques ou supostos ataques, que mataram também 38 israelenses, três estrangeiros e um transeunte palestino.

Nesta linha, o parlamento israelense aprovou a primeira de três votações de um projeto de lei para que os tribunais de distrito possam ordenar que empresas como Facebook, Twitter e Google eliminem qualquer conteúdo que considerem que instigue à violência ou represente uma ameaça em nível individual, coletivo ou contra a segurança do Estado.

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