Técnicos chegam à usina de bombeamento de água ao noroeste de Damasco

Beirute, 7 jan (EFE).- As equipes de manutenção chegaram neste sábado à usina de bombeamento de água do vale do rio Barada, que abastece Damasco, a capital da Siria, após o acordo alcançado na sexta-feira entre as partes em conflito, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

O OSDH indicou que se espera sem demora a entrada dessas equipes na estação de bombeamento para iniciar os trabalhos de manutenção.

Os técnicos chegaram esta manhã a uma região controlada pelas autoridades sírias no vale do rio Barada e, de lá, se transferirão para a localidade de Ain al Fiya e outras partes da região, que estão em poder dos rebeldes.

A chegada das equipes de manutenção é consequência do acordo alcançado na sexta-feira entre as partes em conflito para retomar o bombeamento de água à capital síria a partir dos mananciais de Ain al Fiya e de outras áreas do vale.

Os dois grupos também fecharam acordo para deixar o fornecimento de água de fora do conflito e dos enfrentamentos.

O acordo também inclui um cessar-fogo, a retirada dos insurgentes e de suas famílias que desejarem para a província de Idlib, no norte do país, e a regularização da situação legal dos que decidirem ficar.

Além disso, o pacto estipula a entrada do exército sírio nas localidades do vale do rio Barada, mas os efetivos não poderão ter acesso ao interior das casas.

Apesar do acordo, pelo menos sete soldados governamentais morreram hoje e cerca de 20 ficaram feridos em enfrentamentos na região, que fica ao noroeste de Damasco e próxima da fronteira com o Líbano.

Segundo o OSDH, algumas facções opositoras negaram que tenha sido fechado um acordo de trégua.

No dia 27 de dezembro, o fornecimento de água ficou interrompido em Damasco devido aos combates, que tanto as autoridades sírias como os rebeldes se acusaram mutuamente.

A ofensiva governamental contra o vale do rio Barada começou há 19 dias e continuou apesar do cessar-fogo que entrou em vigor há uma semana em todo o país, estipulado entre o governo e a oposição, sob mediação de Rússia e Turquia.

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