Israel adota medidas punitivas após ataque mortal de palestino em Jerusalém

Jerusalém, 8 jan (EFE).- O Gabinete de Segurança de Israel - uma versão reduzida do governo - adotou medidas punitivas para responder ao ataque com um caminhão que matou quatro soldados israelenses neste domingo em Jerusalém Oriental e que o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, qualificou como "inspirado pelo Estado Islâmico (EI)".

Entre outras medidas, se decidiu começar a utilizar a detenção administrativa - que permite prender sem apresentar acusações nem realizar julgamentos por períodos renováveis de seis meses - contra suspeitos de simpatizar com o EI, informou o jornal ""Haaretz"".

Além disso, se resolveu derrubar a casa dos familiares do responsável pelo ataque de hoje, identificado como Fadi Ahmad Hamdan al Qanbar, de 28 anos, situada no bairro de Jabal Mukaber e que foi cercada pelas forças de segurança após o ataque.

Nove pessoas desta área de Jerusalém Oriental, cinco delas parentes de Al Qanbar, "foram detidas durante a operação realizada como parte da investigação do ataque", confirmou à Agência Efe o porta-voz policial Micky Rosenfeld.

O Gabinete de Segurança, convocado hoje em caráter emergencial, também decidiu rejeitar as permissões de reunificação familiar solicitadas por familiares de Al Qanbar para vários residentes na Cisjordânia e, tal como tinha pedido o ministro da Segurança Pública, Gilad Erdan, determinou que seu corpo não será entregue a sua família.

Além das vítimas mortais, o ataque deixou 17 feridos, três deles em estado grave.

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