Alemanha admite risco de ciberataques e diz estar preparada para evitá-los

Berlim, 9 jan (EFE).- O governo da Alemanha afirmou nesta segunda-feira que leva muito a sério o risco de o país ser alvo de ciberataques e disse que está tomando medidas para evitá-los.

Depois de as agências de inteligência dos Estados Unidos terem afirmado que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou que as eleições norte-americanas fossem influenciadas através de ataques cibernéticos para beneficiar Donald Trump. A Alemanha afirmou que, de fato, essa possibilidade é plausível.

O porta-voz do governo da Alemanha, Steffen Seibert, afirmou em entrevista coletiva que várias medidas foram tomadas para aumentar a segurança dos órgãos públicos do país e também para alertar empresas e a população em geral sobre os riscos de ataques de hackers.

Na mesma linha, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Martin Schäfer, admitiu a preocupação provocada do ponto de vista diplomático pelo relatório das agências de segurança dos EUA, ressaltando que a Alemanha precisa estar preparada para evitar, na medida do possível, que esse tipo de ataque seja repetido.

Em dezembro, o principal responsável pelos serviços secretos do país, Hans-Georg Maassen, revelou que tinha sido detectada uma crescente atividade da espionagem cibernética na Alemanha e expressou temor de que isso aumentasse nos próximos meses.

A inteligência alemã atribui essas atividades aos hackers chamados "Apt28", relacionados com a Rússia e com ações hostis contra a candidata derrotada nas eleições presidenciais norte-americanas, a democrata Hillary Clinton.

Em declarações ao jornal "Süddeutsche Zeitung", o porta-voz do Partido Social Democrata (SPD), Thomas Oppermann, reconheceu que a "propaganda e os ataques cibernéticos desde o estrangeiro representarão um grande desafio" para as eleições gerais da Alemanha, que serão realizadas em setembro.

O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schultz, que tem intenção de ser candidato no pleito, também afirmou que são "preocupantes" as informações que indicam que a Rússia influenciou as eleições norte-americanas.

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