EUA punem aliado de Putin e outros 4 russos por violações de direitos humanos

Washington, 9 jan (EFE).- O governo dos Estados Unidos puniu nesta segunda-feira cinco russos, entre eles um aliado próximo do presidente da Rússia, Vladimir Putin, dentro da chamada "lei Magnitsky", estabelecida em 2012 e que sanciona violações de direitos humanos cometidas por indivíduos do país.

O nome de maior destaque entre os punidos é o de Alexander I. Bastrykin, titular do Comitê de Investigação da Rússia, informou o Departamento do Tesouro dos EUA em comunicado.

Bastrykin, que foi primeiro vice-promotor-geral da Rússia, agora comanda o órgão que atua como uma agência anticorrupção na Rússia e só presta contas para o presidente do país.

Também foram punidos Andrei Lugovoi e Dmitry Kovtun, dois antigos espiões russos identificados pelo Reino Unido como autores do envenenamento do ex-agente secreto do país Alexander Litvinenko, realizado em Londres há dez anos.

Sancionada no fim de 2012, a lei permite punir os responsáveis por graves violações dos direitos humanos cometidas contra os que tentam denunciar atividades ilegais de funcionários russos ou defender as liberdardes no país. As punições incluem a proibição de vistos para viajar aos EUA e o bloqueio de ativos que possam ter sob jurisdição norte-americana.

A lei leva o nome do advogado russo Serguei Magnitsky, que morreu após ser detido em uma prisão de Moscou em 2009 por investigar uma grande fraude fiscal realizada pelo governo da Rússia.

Os outros dois russos afetados pelas sanções são Stanislav Gordievsky e Gennady Plaksin, que os EUA consideram que tiveram envolvimento no encobrimento da morte de Magnitsky.

A medida foi anunciada depois de o governo de Barack Obama ter decretado sanções diplomáticas e econômicas contra a Rússia pelos ciberataques cometidos durante as últimas eleições presidenciais nos EUA. As agências de inteligência do país culpam o Kremlin pela ação.

Os EUA ordenaram então punições econômicas contra órgãos de espionagem, indivíduos e empresas de segurança cibernética da Rússia. Além disso, expulsou 35 diplomatas russos do país.

Putin, por sua vez, optou por não responder às represálias, esperando que o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, tome posse no próximo dia 20 de janeiro.

Trump, que sugeriu que seu governo poderá iniciar uma aproximação com a Rússia, se mostrou muito cético com as conclusões do relatório das agências de inteligência sobre os ciberataques russos.

As agências afirmam no documento divulgado na última sexta-feira que Putin determinou que hackers russos influenciassem nas eleições americanas por sentir uma "clara" preferência por Trump.

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