Cazaquistão quer ONU mais envolvida na prevenção de conflitos

Nações Unidas, 10 jan (EFE).- O ministro das Relações Exteriores do Cazaquistão, Kairat Abdrakhmanov, defendeu nesta terça-feira a necessidade de as Nações Unidas se envolvem mais ativamente na prevenção de conflitos e garantiu que o governo cazaque trabalhará para isso como membro não permanente do Conselho de Segurança.

As declarações de Abdrakhmanov foram feitas no primeiro grande debate realizado neste ano pelo principal órgão de decisão da ONU, dedicado a analisar o papel da organização ao evitar guerras e mediar crises.

O Cazaquistão, que entrou para o Conselho no dia 1º de janeiro, comemorou o fato de 2017 começar com um renovado interesse na prevenção de conflitos e defendeu que a ONU adote medidas concretas para "construir um mundo livre do vírus da guerra".

"Durante o mandato do Cazaquistão no Conselho de Segurança apoiaremos esforços para equipar melhor o Conselho e a toda a ONU perante os desafios e oportunidades do século XXI", disse Abdrakhmanov, que foi nomeado chefe da diplomacia cazaque no final de dezembro após ter representado o país nas Nações Unidas.

Como fórmula para melhorar a confiança entre os Estados-membros, o ministro colocou sobre a mesa uma proposta do presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, para que sejam realizadas reuniões do Conselho de Segurança em nível de chefes de Estado e de governo.

"Acreditamos que esta seja uma iniciativa oportuna e muito relevante para conseguir uma mudança de paradigma no Conselho", garantiu.

Além disso, o ministro cazaque se mostrou a favor de desenvolver mais a fundo um sistema para identificar e prevenir crises emergentes, levando em conta novos fatores como crimes virtuais e o desdobramento de armas no espaço e com muita atenção ao desenvolvimento e aos direitos humanos.

Na sua opinião, o Conselho de Segurança deve exercer uma supervisão direta da paz com uma cooperação mais estreita com o secretário-geral da ONU.

Nesse sentido, defendeu que o chefe da organização, António Guterres, deve ter um "papel crucial na prevenção de conflitos em períodos antecipados", levando ao Conselho qualquer situação que possa ameaçar a paz e a segurança internacional.

Guterres, quem também discursou no debate desta terça-feira, declarou que a prevenção de conflitos será sua maior prioridade à frente das Nações Unidas e adiantou que impulsionará reformas para melhorar o trabalho nesse âmbito.

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