Conservadores formam governo de coalizão de centro-direita na Islândia

Copenhague, 10 jan (EFE).- O Partido da Independência, de orientação conservadora e mais votado nas últimas eleições da Islândia, fechou nesta terça-feira um acordo com duas forças de centro para governar o país dez semanas após a realização do pleito.

A coalizão, composta também pelo Partido Reformista e pelo Futuro Brilhante, reúne 32 das 63 cadeiras do parlamento e será liderada pelo conservador Bjarni Benediktsson, novo primeiro-ministro.

Os três partidos se comprometeram a realizar várias reformas nas políticas agrícolas e na repartição de cotas pesqueiras, além de garantir mais recursos para o sistema de saúde e revisar a política monetária devido à forte valorização da coroa islandesa em relação ao euro, o que poderia prejudicar as exportações.

O acordo deixa, além disso, aberta a possibilidade de no fim do mandato realizar um referendo sobre a continuação das negociações de adesão à União Europeia (UE), interrompidas em 2013, se houver uma maioria parlamentar que apoie a convocação da consulta popular.

O Partido da Independência é contrário à entrada da UE, posição oposta a dos novos aliados, que precisariam convencer várias forças da oposição para realizar o referendo na Islândia. No entanto, a maior parte da população também se opõe à medida.

A última pesquisa divulgada pela imprensa sobre a questão mostrou que 58% dos islandeses não querem a entrada do país na UE, enquanto apenas 21% defendem a adesão ao bloco europeu.

Os conservadores e seus aliados negociavam há uma semana um novo acordo, a quarta tentativa para formar um governo após as eleições antecipadas realizadas em 29 de novembro. Antes, várias forças de centro-esquerda, como o Movimento Esquerda Verde e o Partido Pirata, conseguiram apoios suficientes para garantir a maioria parlamentar.

As eleições antecipadas foram convocadas depois da renúncia do então primeiro-ministro, Sigmundur David Gunnlaugsson, envolvido no escândalo do Panamá Papers. Sigurdur Ingi Johannsson assumiu o cargo de forma interina até que o pleito fosse realizado.

Apesar de também ter tido o nome citado no Panamá Papers, o novo primeiro-ministro conseguiu sair imune da crise política e assume o cargo com apenas 46 anos. Benediktsson foi ministro das Finanças no último governo.

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