EI reivindica autoria de atentados contra a polícia no Egito

Cairo, 10 jan (EFE).- O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) reivindicou nesta terça-feira a autoria dos atentados contra a polícia cometidos ontem na Península do Sinai, no leste do Egito, nos quais, segundo o Ministério do Interior do país árabe, morreram oito agentes e um civil.

A agência "Amaq", que é vinculada aos jihadistas, afirmou que os ataques foram realizados por "combatentes" do EI e estimou em 25 o número de agentes policiais mortos.

Os ataques foram cometidos contra postos de controle da polícia nas imediações da cidade de Al Arish, na província do Norte do Sinai, uma região que o governo declarou zona de exclusão militar pelos frequentes atentados terroristas.

Na primeira ação, os terroristas puseram um carro-bomba perto de um posto policial e depois atacaram os agentes com disparos de fuzil e granadas.

Segundo o Ministério do Interior egípcio, cerca de 20 terroristas participaram desse ataque e cinco deles morreram no enfrentamento.

O segundo ataque, lançado por atiradores, foi efetuado em outro posto de controle ao sul da cidade, onde morreu um policial.

O EI também afirmou que destruiu um veículo blindado com uma bomba, perto do hotel Suez, no passeio marítimo de Al Arish.

Os atentados contra postos de controle da polícia e do exército egípcios são frequentes no norte do Sinai e se multiplicaram desde o golpe militar contra o presidente islamita Mohammed Mursi, em julho de 2013.

Na região atuam vários grupos jihadistas, entre os quais se destaca o Wilayat Sina, que jurou lealdade ao EI.

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