Kremlin rejeita novas sanções dos EUA contra cidadãos russos

Moscou, 10 jan (EFE).- O Kremlin rejeitou nesta terça-feira as sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos a cinco cidadãos russos no âmbito da chamada Lei Magnitsky, que pune violações de direitos humanos.

As sanções são um "passo a mais em direção à degradação artificial das nossas relações (com os Estados Unidos)", disse o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, ao comentar a decisão de Washington.

Entre os sancionados está Alexander Bastrikin, titular do Comitê de Instrução da Rússia, organização judicial dependente da chefia do Estado.

A medida do governo americano também se aplica a dois antigos agentes do Serviço Federal de Segurança (FSB, antiga KGB), assim como ao deputado Andrey Lugovoy e o empresário Dmitry Kovtun, apontados pelas autoridades britânicas como os autores do envenenamento do ex-agente secreto russo Alexander Litvinenko em 2006, em Londres.

As sanções incluem a proibição de vistos para viajar aos Estados Unidos e o bloqueio dos ativos financeiros que possam ter sob a jurisdição americana.

"Vemos a agonia do governo que está de saída ao decidir lembrar a história da morte de Litvinenko", disse Lugovoi à agência de notícias "Interfax".

O deputado, cuja extradição foi solicitada sem sucesso pelas autoridades britânicas, acrescentou que nunca teve patrimônio no exterior e que há anos não viaja para fora da Rússia.

Promulgada em 2012, a Lei Magnitski inicialmente impunha sanções aos responsáveis de graves violações dos direitos humanos cometidas contra quem investiga atividades ilegais de funcionários públicos russos ou defende as liberdades e os direitos humanos na Rússia, mas no ano passado os EUA globalizaram sua aplicação.

A lei leva o nome do advogado anticorrupção russo Sergei Magnitsky, que morreu em uma prisão de Moscou em 2009 após denunciar desvios do governo.

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