Mais de 100 presos continuam foragidos no Amazonas após massacres em prisões

São Paulo, 10 jan (EFE).- Mais de 100 presos continuam foragidos no Amazonas desde as violentas rebeliões em presídios do estado registradas no início de ano, que deixaram dezenas de detentos mortos, informaram nesta terça-feira fontes oficiais.

Dos 184 presos que fugiram por causa das rebeliões ocorridas entre 1º e 2 de janeiro, as autoridades só capturaram até o momento 70 internos, por isso 114 continuam foragidos, segundo informaram à Agência Efe fontes da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas.

Os detentos foragidos estavam no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), de onde fugiram 72 pessoas, e no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), ambos localizados em Manaus.

O Compaj foi cenário de uma sangrenta revolta que durou 17 horas e na qual integrantes da facção Família do Norte (FDN) iniciaram uma caçada contra os membros do Primeiro Comando da Capital (PCC).

O episódio representou o segundo maior massacre na história carcerária do Brasil após o do Carandiru, em 1992, em São Paulo, quando 111 detentos morreram, a maioria pelas mãos da polícia.

O número de mortos em Manaus subiu depois para 60, pois outras quatro pessoas foram assassinadas na Unidade Prisional de Puraquequara (UPP), na zona rural da capital do estado.

Além disso, as autoridades encontraram no domingo três corpos em estado avançado de decomposição próximos do Compaj e estão investigando se os mesmos têm relação com os fatos da semana passada.

Também no domingo, outros quatro presos foram assassinados em outra rebelião em um presídio público do centro de Manaus, que tinha sido reaberto para transferir de maneira provisória cerca de 300 presos dos centros penitenciários citados com o objetivo de garantir sua segurança.

O Governo Federal autorizou um reforço na segurança das prisões do Amazonas e de outros estados com o envio de agentes da Força Nacional.

Desde o início do ano, o país atravessa sua enésima crise carcerária, que já deixou pelo menos 100 presos mortos no Amazonas, na Paraíba e em Roraima.

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